Leitores se dividiram sobre democracia, eleições, Judiciário e mudanças na Constituição em comentários enviados à redação. As cartas também trataram da prisão de Bolsonaro, da atuação de Kassio, da mobilização digital de Janones e de projetos apresentados por uma deputada estadual de São Paulo.
Marcelo Pimentel, do Rio de Janeiro, defendeu a anulação do processo relacionado ao 8 de Janeiro, alegando que houve ilegalidades. Também classificou Bolsonaro como preso político e afirmou que o Brasil poderá ter de pagar indenizações.
Carlos Sogly, de Botucatu, disse que uma tentativa de golpe deveria continuar sendo crime e que os responsáveis deveriam permanecer presos. Ele também mencionou o caso Master e afirmou que Kassio estaria desviando a atenção do assunto.
As propostas de mudança na Constituição provocaram posições opostas. Monica Duailibe, de São Luís, afirmou que a eleição de Flávio começaria com uma ditadura anunciada. Já Absalão Bezerra Neto, de São Paulo, declarou apoio ao fim da reeleição, à modernização dos impostos e à limitação do poder do Judiciário.
Críticas a Lula e mobilização política
Ângela Luiza S. Bonacci, de São José dos Campos, avaliou que Lula foi eleito em 2022 pelos deméritos de Bolsonaro e afirmou que o presidente não teria aprendido com os sinais políticos. José Maria Santarem, de São Paulo, defendeu que Lula anunciasse a renúncia no primeiro dia de mandato caso fosse eleito, deixando Alckmin na Presidência.
Devanir Merengué, de Campinas, disse que seria necessário considerar o contexto mundial e uma onda antidemocrática associada à disseminação de fake news. Em outra carta, Regina H. B. Cambero, de São Paulo, parabenizou Janones e os envolvidos na mobilização digital em defesa de Lula.
Morgana Brígida de Souza, do Rio de Janeiro, afirmou que participa da mobilização com 30 amigos da faculdade. Claudio Gomes, de São Paulo, criticou Lula por decisões políticas e disse que os tempos seriam difíceis. Marina Gutierrez, de Sertãozinho, atribuiu a ascensão da família Bolsonaro ao poder também a quem a elegeu. Maria Cristina Medeiros, de Brasília, afirmou que o problema ultrapassa a comunicação da esquerda e envolve o limite moral de parte da sociedade.
Projetos de lei e guerra
Sobre projetos de lei que repetem textos de outros políticos, Sergio Neves, de Vila Velha, afirmou que leis municipais podem ser aproveitadas em outras cidades, desde que não prejudiquem os atingidos. Maria Milhome, de Brasília, disse que a escolha de candidatos exige mais informação. Cesar Baldon, de São Paulo, criticou declarações da deputada sobre o feminicídio.
Enos Mendes e Murilo Belezia, ambos de São Paulo, comentaram a homenagem às vítimas do ataque de 7 de outubro. Eles defenderam a preservação da memória e manifestaram preocupação com atentados, guerras e opressão.



