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Salles critica aproximação empresarial com Flávio Bolsonaro por riscos institucionais

João Moreira Salles afirma que preocupações fiscais não justificam relativizar valores democráticos na eleição de 2026.

Salles critica aproximação empresarial com Flávio Bolsonaro por riscos institucionais
Foto: Folhapress

João Moreira Salles criticou a aproximação de empresários, banqueiros e investidores com a candidatura de Flávio Bolsonaro (PL). Para o fundador da revista piauí, parte da elite econômica brasileira estaria disposta a relativizar riscos à democracia e valores institucionais em busca de uma agenda econômica mais próxima de seus interesses e como resposta às preocupações com a situação fiscal do país.

O argumento de Salles é que esses agentes não desconhecem o histórico político de Flávio Bolsonaro nem as posições do grupo familiar ao qual o senador pertence. Ainda assim, teriam escolhido estabelecer relações públicas com o candidato. Na avaliação do autor, encontros privados do setor empresarial e financeiro contribuem para dar legitimidade política à candidatura.

Salles cita, entre os empresários e executivos envolvidos nesse movimento, Milton Maluhy Filho, CEO do Itaú, instituição da qual a família Moreira Salles é sócia. Ele também retoma o voto de Jair Bolsonaro no processo de impeachment de Dilma Rousseff, quando o então deputado homenageou o coronel Carlos Alberto Brilhante Ustra, reconhecido judicialmente como responsável por torturas durante o regime militar.

Segundo Salles, Flávio Bolsonaro nunca repudiou a homenagem e, ao contrário, defendeu o pai. A continuidade política declarada entre os dois seria, para ele, um elemento relevante na avaliação do projeto presidencial do senador.

“O problema, aqui, parece ser de ordem de valores”, escreveu Salles. Para ele, a tortura está entre os temas que não admitem negociação ou acomodação.

Fiscal e democracia

O texto reconhece a gravidade das discussões sobre os gastos públicos, a dívida e a condução econômica do governo Lula, além das críticas feitas por agentes do mercado. Salles, porém, questiona se esses problemas justificam a aproximação com o candidato do PL e lembra que o governo Bolsonaro também enfrentou controvérsias fiscais.

A avaliação apresentada é que crises econômicas, mesmo graves, podem ser revertidas em princípio. Já os danos institucionais provocados por rupturas democráticas podem produzir efeitos duradouros.

Salles afirma que sua crítica não representa adesão ao atual presidente. Para ele, a eleição brasileira de 2026 colocou diante dos eleitores alternativas que não seriam equivalentes.

Texto produzido pela Redação Nexo Econômico com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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