A TV Globo cancelou o debate presidencial previsto para quinta-feira (1º), depois que o senador Flávio Bolsonaro desistiu de participar. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva já havia informado à emissora que não compareceria e que seria entrevistado pelo Flow Podcast.
A emissora relacionou o cancelamento a decisões judiciais que alteraram as condições previstas para o programa. A ministra Estela Aranha, do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), proibiu a exibição do púlpito vazio reservado a Lula. Em outra decisão, o ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF), autorizou a participação de Renan Santos, do Missão. O candidato não havia sido incluído porque não alcançou o percentual mínimo de intenção de votos definido pela Globo para o convite.
Em nota, a Globo afirmou que a decisão sobre os púlpitos vazios invalidou uma das regras do debate, que, segundo a emissora, havia sido assinada por todos os partidos, inclusive o PT. A empresa também declarou que a autorização para a entrada de Renan Santos contrariava a lei aplicável aos convites para debates televisionados.
A emissora informou ter apresentado recursos contra as decisões, mas avaliou que não havia tempo suficiente para que fossem revertidas. Para a Globo, as medidas judiciais modificaram regras previamente acordadas. A empresa declarou: “Nosso dever é o de promover a democracia”, mas disse que as decisões tomadas antes do evento geraram insegurança jurídica e interferiram na organização dos debates.
Às 20h45, o Flow Podcast registrava cerca de 400 mil espectadores aguardando a transmissão da entrevista de Lula. No lugar do debate, a Globo exibirá a novela “Quem Ama Cuida”.
A assessoria de Zema lamentou o cancelamento e afirmou que as decisões da Suprema Corte representavam “um desrespeito a milhões de brasileiros” que esperavam conhecer e comparar as propostas dos candidatos.



