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Nódulo no pulmão do papa Leão 14 exige remoção e avaliação médica

O nódulo foi detectado em estágio inicial, mas ainda não há informação sobre seu tamanho ou se é maligno.

Nódulo no pulmão do papa Leão 14 exige remoção e avaliação médica
Foto: AFP

O papa Leão 14 será internado nesta terça-feira (13) para a remoção de um nódulo pulmonar, identificado em estágio muito inicial e bem localizado. A data da cirurgia ainda não foi divulgada. O tamanho da lesão também não foi informado, por isso não é possível determinar, com os dados disponíveis, se ela pode ser cancerígena.

O Vaticano informou que o papa manteve os compromissos desta segunda-feira (12), incluindo sete reuniões que já estavam agendadas. Os demais compromissos foram cancelados até o próximo dia 20.

A localização do nódulo sugere que não houve disseminação ou metástase, e os médicos recomendaram a retirada. Também não se sabe se a lesão foi descoberta por acaso, em exames de rotina, ou após o papa apresentar algum sintoma.

Como os nódulos são identificados

Nódulos pulmonares são manchas ou lesões de formato arredondado ou irregular. Em exames de imagem, aparecem como áreas brancas ou cinzentas porque têm densidade diferente da do tecido pulmonar preenchido por ar.

Pequenos nódulos costumam ser identificados por raio-X ou tomografia computadorizada do tórax, especialmente em pacientes sem sintomas. Lesões com menos de 3 cm tendem a não pressionar as vias aéreas nem provocar dor no peito, falta de ar ou chiado.

As causas podem incluir infecções antigas, partículas inaladas que ficaram no pulmão, inflamação, tecido cicatricial ou o início de um câncer. Acima de 3 cm, a lesão passa a ser classificada como massa. Quanto maior o crescimento, maior a possibilidade de obstrução das vias aéreas e de comprometimento da função pulmonar.

Os sintomas podem incluir dor no peito, falta de ar, chiado, tosse crônica e presença de sangue na expectoração. Também podem ocorrer fadiga, rouquidão, perda de apetite, perda de peso sem explicação e infecções respiratórias recorrentes, como bronquite ou pneumonia.

Tamanho e densidade ajudam na avaliação

O tamanho é um dos indicadores usados para estimar a possibilidade de malignidade. Em nódulos de 2 mm ou menos, o risco de câncer é muito baixo e permanece assim até a lesão chegar a aproximadamente 6 a 7 mm. Entre 8 e 10 mm, o risco indicado é de 9% a 10%. Acima de 1 cm, sobe para cerca de 15%.

A densidade também é analisada. Os nódulos podem ser sólidos ou subsólidos. Entre os subsólidos estão os nódulos em vidro fosco, também chamados de não sólidos, e os parcialmente sólidos. Um estudo publicado no New England Journal of Medicine indicou que os subsólidos são menos frequentes que os sólidos, mas têm maior probabilidade de serem malignos.

A biópsia, procedimento que retira uma pequena amostra de tecido para verificar se há malignidade, pode ser difícil em lesões pequenas. Estudos publicados em 2017 e 2019 trataram a identificação e a remoção desses nódulos como um desafio clínico comum. Muitos nódulos em estágio inicial, porém, são benignos, e uma mesma pessoa pode ter mais de um sem que eles sejam cancerígenos.

Detecção em exames aumentou

Radiologistas identificam nódulos pulmonares em cerca de 30% das tomografias computadorizadas de tórax. Um estudo holandês publicado em 2023 registrou crescimento na detecção: de 38% dos exames de imagem em 2008 para 50% em 2019.

O mesmo estudo apontou que a parcela de pacientes com novos nódulos significativos, definidos como ≥ 5 mm, passou de 9% em 2010 para 17% em 2017. O aumento pode estar relacionado ao avanço das tecnologias de imagem e ao uso de inteligência artificial na identificação de tumores.

O papa deverá levar uma semana para se recuperar após a cirurgia. Ele tem uma viagem programada para a América Latina entre os dias 6 e 17 de novembro, com passagens por Uruguai, Argentina e Peru.

A Agência Internacional de Pesquisa em Câncer, ligada à Organização Mundial da Saúde (OMS), informou que, em 2024, quase 2,65 milhões de pessoas receberam diagnóstico de câncer de pulmão, enquanto mais de 1,8 milhão morreram em decorrência da doença.

Texto produzido pela Redação Nexo Econômico com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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