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Orminda dedicou mais de 30 anos à pesquisa genética com drosófilas

Pesquisadora do Instituto de Biociências da Universidade de São Paulo também produzia chocolates artesanais na aposentadoria.

Orminda dedicou mais de 30 anos à pesquisa genética com drosófilas
Foto: Arquivo pessoal

Orminda dedicou mais de 30 anos ao trabalho no Instituto de Biociências da Universidade de São Paulo, onde separava e classificava drosófilas para pesquisas de genética. Os insetos, conhecidos por aparecerem em bananas maduras, eram observados em detalhes diante de um microscópio.

A análise exigia distinguir machos e fêmeas e identificar diferenças nas asas, nos olhos, nas manchas e no tamanho. Como as drosófilas se reproduzem rapidamente, são usadas em estudos genéticos. Orminda desenvolveu habilidade para perceber alterações quase imperceptíveis.

Seu trabalho foi reconhecido em uma pesquisa do cientista Crodowaldo Pavan, que publicou o nome de Orminda. A atividade também recebeu apoio da Fundação Rockefeller. Os estudos brasileiros de genética tiveram destaque internacional nas décadas de 1970 e 1980.

Vida e família

Nascida no interior do Ceará, Orminda era filha de uma costureira que ficou viúva aos 35 anos, com cinco filhos. Seu irmão, Irineu Guimarães, era seminarista e depois se tornou jornalista. Com ajuda dos frades dominicanos, a família se mudou para São Paulo.

Orminda conheceu Luiz, oficial do Exército. O casal teve dois filhos, dois netos e três netas. A casa reunia elementos ligados ao catolicismo progressista e ao ambiente militar: o porão guardava o estoque do jornal Brasil Urgente, enquanto os armários armazenavam fardas.

Além do trabalho científico, Orminda fazia chocolates artesanais, atividade que se transformou em fonte de renda durante a aposentadoria. A família chamava suas mãos de “mãos de ouro”.

Nos últimos anos, uma demência progressiva afetou sua mobilidade e sua capacidade de se relacionar com o mundo ao redor. Cercada pelos filhos, netos e outros familiares, ela morreu no último dia 25 de setembro. Na casa da família, bananas continuam amadurecendo de propósito, atraindo novamente as drosófilas.

Texto produzido pela Redação Nexo Econômico com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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