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Padre é preso em Praia Grande por suspeita de estupro de vulnerável

Jucelino de Oliveira já havia sido condenado por crime sexual contra uma menina de 10 anos em Franca, em 2009.

Padre é preso em Praia Grande por suspeita de estupro de vulnerável
Foto: Polícia Civil e Redes sociais

O padre Jucelino de Oliveira, de 58 anos, foi preso na noite de sexta-feira (4), em Praia Grande, no litoral de São Paulo, sob suspeita de estupro de vulnerável. Ele já havia sido condenado pela Justiça de Franca por crimes sexuais contra uma criança.

A condenação anterior foi proferida em julho de 2009 pelo juiz Paulo Sérgio Jorge Filho, da 3ª Vara Criminal de Franca. Jucelino recebeu pena de 12 anos de reclusão, em regime inicialmente fechado, por estupro e atentado violento ao pudor contra uma menina de 10 anos. Naquele período, ele tinha 41 anos e fazia parte do clero da Diocese de Santo Amaro, na capital.

Condenação em Franca

Conforme o Ministério Público de Franca informou à época, o crime ocorreu em janeiro de 2006. A menina contou o caso a uma prima em outubro daquele ano, e os pais registraram a ocorrência na Delegacia de Defesa da Mulher de Franca.

Jucelino era parente da família e visitava a residência da criança. Ele vivia em São Paulo e ia a Franca algumas vezes por ano, onde morava sua mãe. Em 2007, ficou preso preventivamente por cerca de seis meses. Depois, obteve habeas corpus do Superior Tribunal de Justiça e respondeu ao restante do processo em liberdade.

Investigação atual

A prisão foi cumprida por agentes da Delegacia de Defesa da Mulher de Praia Grande, após decisão judicial. Também foram determinadas medidas de proteção às vítimas, como a proibição de aproximação a menos de 300 metros e de qualquer contato.

Uma jovem de 19 anos relatou que o religioso oferecia bebidas alcoólicas a ela e ao namorado, de 18 anos. Os dois eram coroinhas. A investigação corre sob sigilo. Jucelino administrava a Casa Pime, em Praia Grande, e celebrava missas em pelo menos duas igrejas da cidade.

A defesa informou que a prisão tem “natureza temporária e exclusivamente cautelar, não representando condenação ou reconhecimento de culpa”. O advogado João Paulo Silva Rocha disse que apresentou habeas corpus para pedir a revogação da medida. Também afirmou que as sanções relativas aos processos anteriores foram cumpridas e extintas.

Os advogados alegam ainda que os casos anteriores e a investigação atual são juridicamente distintos e que não tiveram acesso integral aos documentos da apuração. A Diocese de Santos afirmou ter tomado conhecimento da prisão na noite de sexta-feira, declarou confiar na Justiça e disse que adotará as medidas canônicas cabíveis.

A cronologia da Diocese registra que, em 2008, durante o processo em Franca, Jucelino foi nomeado administrador de paróquia e coordenador de pastoral na Região Grajaú. O documento também registra sua atuação como padre cooperador em Praia Grande entre 2011 e 2015 e não aponta nomeações entre 2015 e agosto de 2020.

Texto produzido pela Redação Nexo Econômico com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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