Pedro Rousseff (PT-MG), eleito deputado federal por Minas Gerais com 118.567 votos, chega à Câmara dos Deputados defendendo uma renovação no partido e uma atuação mais forte nas redes sociais. Aos 26 anos, o sobrinho-neto de Dilma Rousseff também afirma que poderá liderar a oposição caso Flávio Bolsonaro vença a eleição presidencial.
O parlamentar deixa o mandato de vereador em Belo Horizonte, para o qual foi eleito em 2024, e pretende atuar em conjunto com Ana Elisa, também eleita por Minas Gerais, para renovar a bancada petista. Na avaliação dele, o PT precisa apresentar novas lideranças e um discurso diferente para não perder espaço entre os jovens.
Redes sociais e disputa política
Com 1,1 milhão de seguidores no Instagram, Rousseff diz que a presença digital passou a ser indispensável para uma campanha eleitoral. Ele avalia que a direita conseguiu se comunicar com o sentimento de antipolítica e cita as votações de Nikolas Ferreira e Lucas Pavanato, deputados do PL, como exemplos desse processo.
O deputado afirma que o PT precisa mudar sua comunicação, inclusive na campanha de Lula à reeleição em 2026. Para ele, não basta realizar ações de governo: é necessário mostrar à população os resultados nas áreas econômica, de moradia e de inflação.
Rousseff também atribui parte da dificuldade da esquerda à falta de espaço para novos nomes. Segundo ele, enquanto a direita impulsiona pessoas mais jovens, setores da esquerda mantêm estruturas antigas e criam barreiras para novas lideranças.
Atuação no Congresso
O deputado diz que sua prioridade dependerá do resultado da eleição presidencial. Se Lula for reeleito, pretende participar da construção do mandato e da articulação no Congresso para aprovar projetos do governo. Em um eventual governo de Flávio Bolsonaro, afirma que fará oposição firme a nomes como Nikolas Ferreira e Lucas Pavanato.
Rousseff foi eleito em meio a uma bancada do PL com 121 deputados, a maior de um partido desde a Constituição de 1988. Ele afirma que pretende fazer oposição à direita e defender pautas ligadas à democracia e ao combate ao extremismo.
O parlamentar é formado em administração pelo Ibmec e iniciou sua atuação política no Conselho Municipal de Juventude. Em Belo Horizonte, dividiu o mandato entre pautas sociais e confrontos nas redes sociais.
Relação com Dilma e futuro do PT
Rousseff afirma carregar com orgulho o sobrenome de Dilma, que foi presidente do Brasil e é uma referência política para sua trajetória. Ao mesmo tempo, rejeita a ideia de manter o partido sem mudanças. “Se o PT não mudar, o PT acaba”, disse.
Ele também afirma que não entrou na política apenas para ocupar cargos. Seu objetivo, segundo ele, é construir um projeto de país capaz de promover mudanças e evitar que o Brasil fique parado no tempo.



