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Por que Maria recebe diferentes títulos no catolicismo

Os nomes de Nossa Senhora destacam lugares, tradições, funções e aspectos da devoção a Maria, considerada uma só santa pelos católicos.

Por que Maria recebe diferentes títulos no catolicismo
Foto: Folhapress

Nossa Senhora Aparecida é considerada a padroeira do Brasil e tem sua celebração em 12 de outubro. A imagem associada à devoção foi encontrada por pescadores em 1717, no rio Paraíba do Sul, na região onde hoje fica Aparecida, no interior de São Paulo.

Para os católicos, Aparecida é a mesma Maria venerada em outras devoções. A jovem teria nascido por volta do ano 20 antes da Era Comum, em Nazaré, então sob domínio do Império Romano. Segundo as escrituras bíblicas e a tradição, ela deu à luz Jesus.

“É uma só, Maria a mãe de Jesus”, afirma o frade franciscano Maurício Solfa. Segundo ele, as diferenças estão nos títulos, nas circunstâncias, nos lugares e nos aspectos do mistério destacados por cada devoção.

Como surgem os nomes

A antropóloga e historiadora Lidice Meyer explica que um título mariano pode estar ligado a uma localidade, a um grupo étnico, a um território ou a uma função atribuída a Maria. Também pode resultar de construções teológicas que ganharam caráter dogmático no catecismo da Igreja Católica.

Mãe de Deus, Virgem Maria e Nossa Senhora da Imaculada Conceição estão entre os nomes relacionados a verdades consideradas de fé pelo catolicismo. O título Mãe de Deus remete ao Concílio de Éfeso, realizado em 431, quando religiosos discutiram a natureza de Jesus e sua condição divina e humana.

Há ainda nomes associados a necessidades específicas. Nossa Senhora do Bom Parto é ligada às gestantes; Nossa Senhora da Boa Morte, à passagem para a vida eterna; e Nossa Senhora da Ajuda, às causas urgentes.

Outras denominações fazem referência a lugares relacionados a aparições, milagres ou mobilizações de fiéis. Nossa Senhora de Fátima está ligada à localidade portuguesa onde teria aparecido, em 1917, a três crianças. Nossa Senhora de Lourdes remete ao lugar onde teria sido vista, em 1858, por uma jovem camponesa. Já Nossa Senhora de Copacabana se relaciona a um vilarejo às margens do lago Titicaca, na Bolívia.

A origem de Aparecida

Nossa Senhora Aparecida é também chamada de Nossa Senhora da Conceição Aparecida. O nome combina a referência à cidade com a história da imagem, que teria “aparecido” no rio. Nesse caso, foi a devoção que deu nome ao lugar, e não o contrário.

Relatos antigos situam o encontro da imagem na segunda quinzena de outubro, e pesquisas contemporâneas apontam o dia 17 como a data mais provável. A celebração, porém, ficou marcada em 12 de outubro.

A data tinha importância histórica no Brasil independente. Pedro 1º (1798-1834), primeiro imperador brasileiro, nasceu em 12 de outubro e foi coroado nesse mesmo dia. Durante a viagem da corte a São Paulo, em que declarou a independência em 7 de setembro de 1822, ele teria passado por Aparecida.

A princesa Isabel (1846-1921), neta de Pedro 1º, era devota de Nossa Senhora Aparecida e doou uma coroa e um manto azul à imagem. A oficialização como padroeira do Brasil ocorreu em julho de 1930, por decreto do papa Pio 11 (1857-1939).

Texto produzido pela Redação Nexo Econômico com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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