Rondônia registrou redução de 49% no desmatamento entre janeiro e agosto de 2026, na comparação com o mesmo período de 2025. O estado teve 51 km² de área desmatada, ante 101 km² no ano anterior, segundo dados do Instituto do Homem e Meio Ambiente da Amazônia (Imazon).
A queda foi a segunda maior entre os estados da Amazônia Legal, atrás apenas de Tocantins. No conjunto dos estados que integram a região — Acre, Amapá, Amazonas, Mato Grosso, Pará, Rondônia, Roraima, Tocantins e Maranhão — foram desmatados 2.053 km² no período.
Apesar da redução, Rondônia aparece entre os estados com áreas protegidas mais afetadas. Duas terras indígenas e uma unidade de conservação do estado estão entre as áreas com maior desmatamento na Amazônia Legal.
Terras indígenas e unidades de conservação
Nas terras indígenas, o desmatamento acumulado na Amazônia Legal foi de 32,25 km² entre janeiro e agosto de 2026. Mais da metade dessas áreas não registrou desmatamento no período, mas sete terras indígenas tiveram mais de 1 km² afetado.
A Terra Indígena Sete de Setembro, localizada em Rondônia e Mato Grosso, teve 1,84 km² desmatados, a terceira maior área entre as terras indígenas analisadas. A Terra Indígena Aripuanã, também nos dois estados, registrou 1,02 km².
Nas unidades de conservação, o desmatamento chegou a 192,8 km² na Amazônia Legal. Vinte e duas unidades tiveram mais de 1 km² desmatado. Entre elas está a Reserva Extrativista Rio Preto-Jacundá, em Rondônia, com 2,2 km² afetados.
A degradação ambiental, que inclui danos provocados pela extração de madeira e pelo fogo sem necessariamente retirar toda a vegetação nativa, também caiu. Na Amazônia Legal, o indicador passou de 2.744 km² entre janeiro e agosto de 2025 para 779 km² no mesmo período de 2026, uma redução de 72%.
Em Rondônia, as áreas degradadas recuaram de 131 km² para 20 km² na mesma comparação, queda de aproximadamente 85%.



