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Bayer aguarda aval da Anvisa para remédio não hormonal contra sintomas da menopausa

Lynkuet foi submetido à Anvisa e pode ser aprovado entre o fim deste ano e o início do próximo, segundo Adib Jacob.

Bayer aguarda aval da Anvisa para remédio não hormonal contra sintomas da menopausa
Foto: Reprodução/TV Folha no YouTube

A Bayer submeteu à Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) um medicamento não hormonal para tratar sintomas da menopausa. Chamado Lynkuet, o produto pode receber autorização entre o fim deste ano e o início do próximo, segundo Adib Jacob, presidente da divisão farmacêutica da empresa no Brasil e na América Latina.

O remédio é destinado a mulheres com ondas de calor, distúrbios do sono e mudanças de humor associados à menopausa. A proposta é oferecer uma alternativa às terapias hormonais, que utilizam estrogênio ou progesterona em comprimidos e adesivos e podem ser descartadas em situações como câncer de mama, câncer de endométrio, doença hepática grave e distúrbios de coagulação sanguínea.

O primeiro medicamento não hormonal aprovado no país foi o Veoza, da Astellas Farma, em junho. Jacob afirmou que o preço do produto da Bayer será “adequado à realidade brasileira”. De acordo com o executivo, quase 80% das mulheres na menopausa apresentam esses sintomas em algum grau.

Prioridades da Bayer

A saúde da mulher está entre as principais frentes da Bayer no Brasil. O país disputa com o México a liderança do mercado farmacêutico na América Latina, segundo Jacob. Além da ginecologia, a empresa concentra esforços em doenças cardiovasculares, oftalmologia e oncologia.

A oncologia é a segunda causa de mortes no país, atrás das doenças do coração. Jacob afirmou que, entre dez moléculas em pesquisa clínica, cinco ainda estão relacionadas ao câncer.

O mercado farmacêutico brasileiro movimentou cerca de R$ 246 bilhões em 2025 e deve avançar mais de 10% em 2026. O executivo projeta uma alta de dois dígitos também para a Bayer. O setor, ao mesmo tempo, enfrenta a concorrência de genéricos e biossimilares, o vencimento da exclusividade de medicamentos importantes e a demanda por terapias inovadoras, muitas delas de alto custo.

Preço e novas formas de pagamento

Jacob defendeu que o valor dos medicamentos seja analisado em relação ao benefício clínico e ao custo total do tratamento, e não apenas ao preço de cada unidade. Entre os modelos mencionados estão o compartilhamento de risco, no qual o pagamento depende da eficácia acordada, a coparticipação da indústria acima de determinado valor e o parcelamento de produtos de alto custo.

“A sustentabilidade” do sistema público e privado, disse o executivo, precisa ser conciliada com a chegada da inovação aos pacientes. Ele citou modelos já adotados na Austrália e em alguns países europeus, além de um acordo em São Paulo para um medicamento contra hipertensão pulmonar.

A Bayer tem mais de 35 projetos em desenvolvimento, incluindo pesquisas sobre Parkinson e terapias para recuperar o músculo cardíaco. Jacob também apontou a inteligência artificial como uma ferramenta para reduzir o custo e acelerar a pesquisa clínica. Atualmente, segundo ele, desenvolver um medicamento custa mais de US$ 1,5 bilhão, cerca de R$ 7,5 bilhões, e o processo entre a descoberta e a chegada ao paciente leva uma década.

A empresa foi fundada em 1863 e está no Brasil desde 1896. Sua sede fica em Leverkusen, na Alemanha, e a companhia está presente em mais de 80 países. No ano fiscal de 2025, registrou receita líquida global de 45,6 bilhões de euros, cerca de R$ 274 bilhões, e EBITDA global de 9,7 bilhões de euros, aproximadamente R$ 58 bilhões. A Bayer tinha 88.078 colaboradores em todo o mundo.

Texto produzido pela Redação Nexo Econômico com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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