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Fuji Electric adapta refrigeração de máquinas para data centers de IA

Sistema com ejetor de CO₂ pode reduzir o consumo de energia em até 85%, segundo a fabricante japonesa.

Fuji Electric adapta refrigeração de máquinas para data centers de IA
Foto: Andrew Caballero-Reynolds/AFP

A Fuji Electric, maior fabricante de máquinas de conveniência do Japão, adaptou sua tecnologia de refrigeração para atender data centers de inteligência artificial. A empresa afirma que o sistema pode reduzir o consumo de energia em até 85%.

A solução usa um ejetor com refrigerante de CO₂, que aproveita o calor residual para impulsionar o fluido por um bocal de precisão. Nos sistemas convencionais, compressores movidos a eletricidade de alta potência fazem esse trabalho.

A tecnologia começou a ser desenvolvida depois do acidente nuclear de Fukushima em 2011. Na época, as máquinas de venda automática foram criticadas pelo desperdício de energia. Em 2015, engenheiros da Fuji Electric criaram o ejetor, que eliminava a necessidade de compressor e reduzia o gasto energético em 20%.

Hideto Shirai, responsável pelos esforços da empresa para vender a tecnologia a data centers, afirmou: “Simplesmente estender a tecnologia convencional não teria sido suficiente”. Embora o sistema não seja viável para máquinas de venda automática por causa do custo, a Fuji Electric encontrou uma aplicação no mercado de infraestrutura de tecnologia da informação.

A fabricante japonesa pretende vender mais de 10 bilhões de ienes (US$ 61 milhões) em sistemas de ejetores para data centers até 2030. A atuação na cadeia de suprimentos de inteligência artificial ajudou as ações da empresa a subirem quase 47% no último ano.

O equipamento pode ser usado em estruturas de resfriamento líquido, uma tecnologia que circula o fluido refrigerante diretamente em componentes que geram calor, como CPUs e GPUs. O sistema de ejetores apresenta melhor desempenho em regiões de temperaturas elevadas, com potencial de uso em áreas do Japão onde o calor de verão supera 35°C e no Sudeste Asiático.

Desafios para a adoção

A entrada em larga escala enfrenta a concorrência dos chillers de absorção movidos a calor residual, fabricados pelas japonesas Kawasaki, Ebara e Yazaki. Analistas também afirmam que grandes operadores de data centers já definiram suas arquiteturas para os próximos anos, o que dificulta a entrada de novos fornecedores.

Alex Cordovil, diretor de pesquisa do grupo Dell’Oro, classificou a tecnologia como “promissora”, mas disse que ela ainda está em fase “genuinamente embrionária”. Ryo Harada, analista do Goldman Sachs, questionou a capacidade da Fuji Electric de acessar o mercado norte-americano. Para ele, novos entrantes podem levar pelo menos dois ou três anos para ganhar relevância, porque as empresas de tecnologia já definiram suas arquiteturas de próxima geração.

Texto produzido pela Redação Nexo Econômico com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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