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G7 anuncia liberação coordenada de 100 milhões de barris de combustíveis

Medida inclui diesel e petróleo bruto, começa imediatamente e será executada ao longo de quatro meses pela AIE.

G7 anuncia liberação coordenada de 100 milhões de barris de combustíveis
Foto: Ben Stansall/AFP

Os países do G7 concordaram em liberar 100 milhões de barris de produtos refinados, incluindo diesel, de suas reservas estratégicas. A operação será coordenada pela AIE (Agência Internacional de Energia), terá início imediato e ocorrerá ao longo de quatro meses.

O anúncio foi feito nesta sexta-feira (2), diante das pressões de mercado no segmento de combustíveis. O plano prevê uma liberação substancial das reservas de diesel nos primeiros 20 dias.

A decisão atende a uma solicitação da Casa Branca. Dois diplomatas informados sobre o assunto afirmaram que os Estados Unidos haviam pedido à Europa a liberação de pelo menos 100 milhões de barris e ameaçado proibir as exportações americanas de diesel caso a exigência não fosse atendida.

Donald Trump anunciou o acordo em uma publicação na Truth Social. “A Europa acaba de concordar em liberar uma enorme quantidade de seu óleo diesel, cujos estoques estão elevados. O processo começará imediatamente”, escreveu.

Compromissos anteriores

Em março, a Europa havia se comprometido a liberar 73 milhões de barris de combustíveis refinados como parte da retirada de 400 milhões de barris dos estoques estratégicos, coordenada pela AIE em resposta ao conflito no Oriente Médio.

Segundo Fatih Birol, diretor-executivo da AIE, os Estados Unidos praticamente concluíram sua participação no programa, enquanto alguns países europeus ainda não cumpriram suas obrigações.

Os preços do diesel estavam acima de US$ 200 por barril nos Estados Unidos, na Europa e na Ásia havia várias semanas. Entre os choques que afetaram as refinarias mundiais estão a guerra com o Irã, o conflito entre Rússia e Ucrânia e a decisão da China de limitar as exportações de combustíveis.

No Reino Unido, o preço do diesel ultrapassou 2 libras (R$ 13,86) por litro nesta sexta-feira (2) pela primeira vez, segundo a RAC. Na quinta-feira, foi informado que a China não havia concedido às maiores refinarias do país cotas para exportar combustível em outubro, com exceção de Hong Kong e Macau.

A liberação anunciada equivale a aproximadamente 34% dos estoques de emergência de diesel e gasóleo da União Europeia, conforme dados do Eurostat atualizados em maio de 2025. O volume representa cerca de 3% do consumo anual do combustível pelo bloco.

Texto produzido pela Redação Nexo Econômico com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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