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Genéricos de semaglutida ampliam disputa por mercado de canetas emagrecedoras

Com preços até 50% menores, novos produtos chegam após o fim da patente e movimentam bilhões no mercado brasileiro de GLP-1.

Genéricos de semaglutida ampliam disputa por mercado de canetas emagrecedoras
Foto: 1º.jun.26/Folhapress

O fim da patente da semaglutida no Brasil, em março de 2026, abriu espaço para uma disputa entre laboratórios por um mercado que movimentou cerca de R$ 10,1 bilhões nos oito primeiros meses deste ano. Pelo menos 16 produtos similares e genéricos do princípio ativo foram registrados pela Anvisa no período.

A EMS foi a primeira empresa a registrar uma versão nacional, a Ozivy, lançada em junho. A Hypera Pharma entrou no segmento com a Semavy, da marca Mantecorp. Relatório do Itaú BBA estima que o produto pode acrescentar R$ 359 milhões à receita líquida da companhia no primeiro ano completo de vendas, o equivalente a 4% da receita total projetada para a Hypera em 2027.

A Eurofarma lançou a Poviztra, baseada na mesma molécula do Wegovy, e também desenvolveu o Extensior, com uma molécula similar à do Ozempic.

Os preços dos genéricos são estimados entre 30% e 50% abaixo dos produtos originais. A Ozivy é vendida a partir de R$ 452 e pode custar entre R$ 287 e R$ 300 mensais em pacotes de compra de 90 dias. A Mantecorp é encontrada por R$ 333. Entre os produtos importados, o Ozempic e o Wegovy custam cerca de R$ 999 cada, enquanto o Mounjaro varia de R$ 1.422 a R$ 3.499.

O Mounjaro, protegido por patente até 2036, responde por cerca de 65% da receita do segmento. Sergio Mena Barreto, presidente da Abrafarma, afirmou que a ampliação da oferta pode beneficiar pessoas que não conseguem comprar os medicamentos pelos preços atuais. “Toda medida que possa facilitar a vida do cliente é bem-vinda.”

Disputa por impostos e acesso

O governo avalia que o fim da patente pode permitir a oferta de canetas de semaglutida pelo SUS. Há duas semanas, Lula disse que os medicamentos injetáveis para obesidade devem ser disponibilizados gratuitamente pelo sistema de saúde, sem apresentar um cronograma. A declaração ocorreu durante visita ao complexo industrial da Eurofarma, em Montes Claros (MG).

A EMS pediu à Camex, em setembro, o aumento da alíquota de importação das canetas prontas do exterior de 7,2% para 15%, uma elevação de 108%. A medida pode afetar empresas como Novo Nordisk, Hypera, Sandoz e Eurofarma.

O Sindusfarma defende a produção nacional, mas é contrário ao aumento do imposto sobre produtos acabados importados. Para a entidade, a concorrência em condições tributárias equivalentes favorece o mercado e os pacientes. Renato Porto, presidente da Interfarma, também afirmou que diferenciações tributárias podem dificultar a formação de um mercado saudável.

A Abifina estima que cerca de 1.500 patentes de princípios ativos e processos industriais ligados a aproximadamente mil medicamentos vão expirar nos próximos anos. Esses produtos representam um mercado potencial estimado em dezenas de bilhões de reais.

Texto produzido pela Redação Nexo Econômico com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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