O governo federal anunciou medidas para reduzir o impacto dos combustíveis, incluindo R$ 6,6 bilhões destinados ao pagamento de benefícios concedidos a refinarias desde maio deste ano. A iniciativa ocorre no mesmo momento em que a Petrobras elevou o preço da gasolina vendida às distribuidoras.
Luiz Inácio Lula da Silva editou um decreto e uma medida provisória que diminuem em R$ 0,63 por litro o PIS/Cofins cobrado sobre a gasolina. Para o etanol hidratado, a redução prevista é de R$ 0,19 por litro. As medidas também estabelecem uma subvenção máxima de R$ 1,00 por litro de diesel. O impacto mensal aproximado das três ações é de R$ 7 bilhões.
A Petrobras informou na noite desta terça-feira (9) que aplicará alta de R$ 0,19 por litro na gasolina fornecida às distribuidoras do país. Com isso, o preço médio de venda passará a R$ 3,24 por litro. A estatal afirmou que o reajuste não deverá alterar os valores nas bombas por causa das medidas anunciadas pelo governo.
A empresa ainda espera a publicação das novas regras legais para revisar o preço de venda do óleo diesel, que também contará com subvenção federal.
Pressão sobre o petróleo
O pacote foi anunciado durante a retomada de ataques entre os Estados Unidos e o Irã, com navios-petroleiros entre os alvos preferenciais. Na quarta-feira, o petróleo Brent voltou a atingir a faixa de US$ 100 (R$ 510) por barril, pela primeira vez em três meses.
A liberação dos recursos para as refinarias representa uma mudança em relação a declarações anteriores do Ministério da Fazenda sobre a interrupção gradual dos subsídios. As medidas foram apresentadas a menos de um mês da eleição.


