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Marcas buscam relevância enquanto excesso de anúncios reduz atenção digital

A atenção a anúncios em dispositivos móveis caiu 35% em sete anos, segundo relatório da Neurons, e mudou as estratégias de marketing.

Marcas buscam relevância enquanto excesso de anúncios reduz atenção digital
Foto: Reprodução Reddit

A multiplicação de anúncios em redes sociais, serviços de streaming, painéis digitais e aplicativos tem levado marcas a rever suas estratégias de marketing. Com estímulos espalhados por diferentes ambientes, empresas buscam reduzir o desgaste na relação com consumidores e criar formas mais diretas de aproximação.

A fragmentação da informação também diminuiu o tempo dedicado aos anúncios. O relatório State of Advertising 2025, produzido pela empresa de neurociência do consumidor Neurons a partir de entrevistas com 321 anunciantes em janeiro do ano passado, aponta que a atenção a propagandas em dispositivos móveis caiu 35% em sete anos, de 3,4 para 2,2 segundos.

Da experiência do usuário ao excesso de publicidade

O escritor canadense Cory Doctorow descreve, no livro Enshittification, a deterioração gradual das plataformas digitais. Na avaliação dele, redes sociais e serviços online começam priorizando a experiência do usuário, mas passam a atender cada vez mais aos interesses dos patrocinadores conforme crescem.

Nesse processo, os anúncios se multiplicam, recursos gratuitos tornam-se pagos e as atualizações deixam de trazer benefícios claros para o público. Em uma etapa posterior, até os clientes corporativos passam a ser explorados na busca por maximização dos lucros. Doctorow resume o cenário da seguinte forma: “Todas as empresas de tecnologia estão se tornando horríveis, todas ao mesmo tempo, e não estão morrendo.”

Nos primeiros anos da internet, blogs e fóruns tinham poucos anúncios ou nenhum. A situação mudou com plataformas como YouTube, Meta, X (ex-Twitter) e Spotify, que passaram a exibir propagandas puláveis, mas aumentaram progressivamente a duração delas. Até o plano mais simples da Netflix inclui anúncios.

Para Sandra Martinelli, a disputa deixou de ser apenas por volume de publicidade. As marcas precisam identificar o que o público procura, acompanha e consome, além de interpretar esses dados para escolher os contextos mais adequados. Ela também defende a combinação de diferentes meios, como televisão, rádio, outdoors e redes sociais.

Inteligência artificial e autenticidade

A inteligência artificial pode ajudar a reduzir o cansaço do público ou agravá-lo, dependendo do uso. Conteúdos considerados irrelevantes e sem qualidade tendem a repetir fórmulas e aumentar a fadiga. Por outro lado, a tecnologia pode criar facilidades sem substituir completamente o trabalho humano.

Algumas empresas menores usam a ausência de inteligência artificial como diferencial. A varejista de roupas Aerie afirma que não gera nem retoca imagens de corpos com essa tecnologia e que trabalha apenas com pessoas, sentimentos, momentos e histórias reais.

Na Vivo, Sabrina Romero, diretora de marca e comunicação, diz que a tecnologia deve funcionar como meio, e não como finalidade, na relação com as pessoas. A empresa aposta em narrativas voltadas a diferentes realidades, em linguagens inclusivas e no “vivinho”, ícone criado sem cor, gênero ou raça. Também mantém parcerias com embaixadores e comunidades e busca se aproximar de públicos mais jovens da geração Z.

Texto produzido pela Redação Nexo Econômico com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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