SÃO PAULO — O Mercado Livre não considera as eleições um fator determinante para os planos da empresa em 2027, afirmou Fernando Yunes, vice-presidente executivo e head de commerce da companhia. Segundo ele, a perspectiva é de crescimento, independentemente de quem ocupar a Presidência.
"A gente olha o Brasil e a América Latina sempre com uma visão de longo prazo, independentemente de governo ou lado político", disse Yunes. O executivo afirmou que a empresa tem espaço para continuar avançando na região.
Yunes também relacionou a crise enfrentada por empresas de varejo ao cenário macroeconômico. Para ele, o consumo das famílias está mais restrito, mas os efeitos não são iguais em todas as companhias do setor.
Farmácia e entregas
A partir desta sexta-feira (25), o Mercado Livre começa a vender medicamentos com prescrição médica em sua própria farmácia. A lista inclui antibióticos, canetas emagrecedoras e outras medicações, de acordo com Yunes.
Em outubro, redes farmacêuticas deverão comercializar seus produtos por meio da plataforma. A expansão foi anunciada durante o Mercado Livre Experience, evento realizado pela empresa em São Paulo para conectar marcas e vendedores.
A companhia também testa o Envios Agora, modelo de entrega para produtos de até 15 quilos. A proposta é que os pedidos de pequeno porte cheguem aos clientes em, no máximo, 60 minutos. A operação começou em bairros de São Paulo e poderá ser ampliada para toda a capital paulista e outras cidades.
Roberta Donato, vice-presidente de marketplace do Mercado Livre no Brasil, afirmou que entregadores de qualquer meio de transporte poderão participar da modalidade. Produtos de todas as categorias estarão disponíveis, desde que respeitem o limite de peso.
Fundado em 1999, o Mercado Livre tem mais de 50 mil funcionários no Brasil. No 2º tri, registrou lucro líquido de US$ 466 milhões, equivalente a R$ 2,4 bilhões. Entre os principais rivais no país estão Magazine Luiza, Shopee, Amazon, Temu e Shein.



