A Paramount Skydance concluiu nesta terça-feira (6) a compra da Warner Bros. Discovery por US$ 110 bilhões. Com a operação, foi criada a Skydance, que reúne estúdios, plataformas de streaming e redes de televisão das duas empresas.
As ações da companhia combinada passaram a ser negociadas na Bolsa de Nova York sob o código “SKYD”, depois de deixarem a Nasdaq. O grupo reúne marcas como Warner Bros., Paramount Pictures, HBO Max, Paramount+, CNN e CBS.
A operação também combina os estúdios ligados a franquias como Harry Potter, Batman, Missão: Impossível e Top Gun. A nova empresa terá atividades em cinema, televisão, streaming e jornalismo.
Dívida e redução de custos
A Skydance começa a operar com cerca de US$ 80 bilhões em dívidas e prevê uma economia de US$ 6 bilhões. Entre as medidas planejadas estão a integração das tecnologias de streaming e dos fornecedores de computação em nuvem das duas companhias.
A fusão também deve resultar em cortes de empregos em diferentes áreas de Hollywood. A estrutura de dívida aumenta a pressão para ampliar o número de assinantes dos serviços de streaming, preservar a geração de caixa das redes de televisão por assinatura e melhorar o desempenho dos filmes nos cinemas.
A aquisição encerrou uma disputa pelo controle de ativos de Hollywood que também envolveu a Netflix e atraiu o interesse da Comcast.
Comando da companhia
David Ellison será o principal executivo da Skydance, responsável pela estratégia geral e pela direção criativa. Filho do cofundador da Oracle Larry Ellison, ele fundou a Skydance em 2010. O estúdio produziu e financiou filmes como Top Gun: Maverick.
Ynon Kreiz, ex-CEO da Mattel, será co-CEO e comandará as operações diárias e a integração das empresas.
As operações jornalísticas serão mantidas. Mark Thompson continuará à frente da CNN, enquanto Bari Weiss permanecerá como editora-chefe da CBS News. A continuidade ocorreu após acordos da Paramount com estados americanos e sindicatos de Hollywood, que retiraram obstáculos legais à fusão.
A combinação acontece em meio à queda no número de assinantes de TV a cabo, ao custo elevado da disputa por audiência no streaming e à necessidade de reduzir despesas. A estratégia da Skydance será integrar as operações, cortar custos e buscar mais receita com filmes, séries, canais e plataformas.

