TOCANTINS — Professora Dorinha (União Brasil) e Vicentinho Júnior (PSDB) apresentam propostas diferentes para o desenvolvimento econômico e o agronegócio do Tocantins. Os dois candidatos defendem o fortalecimento das cadeias produtivas e o processamento local de matérias-primas, mas divergem sobre incentivos fiscais, infraestrutura logística, industrialização e apoio aos produtores rurais.
Os candidatos disputarão o 2º turno em 25 de outubro. No 1º turno, Dorinha recebeu 45,52% dos votos válidos, enquanto Vicentinho obteve 43,94%. Em 2026, o estado terá o segundo turno para o governo pela terceira vez em sua história.
Propostas de Professora Dorinha
O plano de governo de Dorinha prevê uma estratégia estadual de neoindustrialização baseada nas vocações de cada região, com a criação do Mapa Industrial do Tocantins e a busca de recursos junto ao BNDES, Finep, Sudam e Banco da Amazônia.
A candidata também propõe um órgão especializado em atrair e acompanhar investimentos nacionais e internacionais, além de uma revisão dos benefícios tributários para favorecer empresas que processem matérias-primas dentro do estado. O programa Produzir e Transformar incluiria esmagadoras de grãos, refinarias de óleos, fábricas de ração, biocombustíveis e ações para ampliar as cadeias da carne bovina, da avicultura, da suinocultura e dos laticínios.
Na infraestrutura, o plano prevê a integração de rodovias, hidrovias, o Porto de Praia Norte e terminais da Ferrovia Norte-Sul em polos como Porto Nacional, Gurupi, Guaraí e Araguaína. Também estão previstas obras em rodovias e estradas vicinais.
Para o campo, Dorinha propõe modernizar a Adapec, ampliar a agricultura familiar, fortalecer o Ruraltins, criar o programa Compra Tocantins e desenvolver irrigação com reservatórios de múltiplos usos. O plano ainda inclui recuperação de nascentes, expansão de internet rural 4G/5G e rastreabilidade bovina por meio do Rastreia Tocantins.
Propostas de Vicentinho Júnior
Vicentinho coloca o avanço tecnológico no campo e a verticalização industrial como instrumentos para gerar empregos e alcançar a meta de pleno emprego. Entre as medidas está a criação de condomínios de silos coletivos, financiados pelo FNO, para que pequenos e médios produtores armazenem suas safras.
O candidato também propõe atrair indústrias de etanol de milho, criar um marco estadual para a fabricação de bioinsumos nas propriedades rurais e reformular os incentivos fiscais após a Reforma Tributária. O Bônus Socioambiental seria destinado a empreendimentos que processassem matérias-primas no Tocantins.
O plano inclui ainda o Polo Têxtil do Oeste, com foco em empregos femininos, indústrias de curtumes, um polo moveleiro, uma fábrica de componentes solares e incentivos para os segmentos de pet food, conservas e babaçu.
Entre as medidas para o campo estão um subsídio estadual para seguro rural contra perdas por estiagem, barramentos coletivos de água da chuva, o Parque Tecnológico AgroTech no complexo da Agrotins, antenas 5G em eixos agrícolas e apoio à agricultura de precisão e ao maquinário autônomo.
Vicentinho também prevê regularização fundiária no Bico do Papagaio, aquisição de merenda escolar da produção familiar e de assentamentos, microcrédito a juro zero para empreendedoras e quebradeiras de coco e apoio às indústrias de babaçu. Para acompanhar o mercado de trabalho, propõe o Observatório do Pleno Emprego, monitoramento mensal nas unidades do SINE e programas como Desoneração Jovem e Primeiro Passo Tech.



