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Economia

Apostas: prazo para sacar R$ 1,33 bilhão termina às 23h59

Dados do Ministério da Fazenda mostram que 26,5 milhões de pessoas ainda têm saldo em plataformas de apostas de quotas fixas.

Apostas: prazo para sacar R$ 1,33 bilhão termina às 23h59
Foto: Arquivo/Agência Brasil

26,5 milhões de pessoas ainda mantêm R$ 1,33 bilhão em plataformas de apostas de quotas fixas, conhecidas como bets. O prazo para solicitar o resgate termina às 23h59 de hoje, 5 de outubro.

A retirada precisa ser feita diretamente nas plataformas. Quem não sacar até o fim do prazo não perderá o dinheiro: a devolução será realizada posteriormente pelos bancos responsáveis pelos pagamentos das casas de apostas.

A maior parte das contas com saldo positivo concentra quantias pequenas. Cerca de 92% têm menos de R$ 10 disponíveis para saque, e mais de 96% reúnem menos de R$ 25. Os usuários, porém, ainda precisam pedir a devolução dentro do período definido.

Os recursos estão concentrados em uma parcela menor das contas. Aproximadamente 1% reúne 80% do saldo; 3,4% concentram 90%; e 8,3% representam 96% dos valores. Os percentuais consideram as contas nas plataformas, e uma mesma pessoa pode ter registros em diferentes empresas por meio do mesmo CPF.

Cronograma da devolução

Até as 23h59 de hoje, 5 de outubro, os usuários podem fazer a retirada voluntária nas plataformas. A partir de 6 de outubro, sites e aplicativos de bets deixam de operar.

Nos dias 7 e 8 de outubro, as empresas deverão informar aos bancos, por CPF, os saldos que não foram retirados. Entre 9 e 14 de outubro, os bancos providenciarão a devolução. A partir de 14 de outubro, os recursos cuja restituição encontrar impedimentos serão transferidos à Caixa, responsável pelo pagamento.

A medida provisória editada no fim de setembro pelo presidente e candidato à reeleição Luiz Inácio Lula da Silva (PT) proibiu o funcionamento das bets no país. A regra também vetou jogos online e cassinos virtuais, incluindo plataformas como o Jogo do Tigrinho.

No mesmo dia, o governo enviou ao Congresso um projeto de lei com punições para quem explorar, operar ou divulgar apostas esportivas e jogos online. O prazo também vale para a remoção de marcas relacionadas a contratos de patrocínio. Desde a publicação da medida provisória, novas campanhas publicitárias do setor estão proibidas.

Texto produzido pela Redação Nexo Econômico com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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