As contas de apostadores em plataformas de apostas ainda tinham R$ 1,32 bilhão após o encerramento do prazo para retirada dos recursos. O período terminou na segunda-feira (5), e os sites e aplicativos das bets ficaram indisponíveis a partir de terça-feira (6).
O Ministério da Fazenda informou que o saldo caiu cerca de R$ 5 milhões entre segunda-feira e terça-feira, chegando a R$ 1,325 bilhão. A pasta relacionou parte do ritmo de retirada ao grande número de contas com valores muito baixos: 86,2 milhões tinham saldos entre R$ 0,01 e R$ 0,99. Juntas, essas contas somavam R$ 15,5 milhões.
Como será a devolução
As empresas terão até quarta-feira (7) para enviar às instituições financeiras os saldos que ficaram nas contas. As informações deverão ser separadas por CPF e incluir a conta bancária usada nos depósitos.
A devolução aos apostadores deverá ocorrer entre sexta-feira (9) e a quarta-feira (14). A partir de 14 de outubro, a Caixa Econômica Federal vai intermediar os pagamentos quando houver algum impedimento para a transferência.
Quem tentar acessar as plataformas será direcionado para uma página com orientações sobre o resgate e as garantias de devolução dos valores, informou o governo.
A proibição das bets foi anunciada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva em 25 de setembro. A medida também alcança jogos online e cassinos virtuais, incluindo o chamado Jogo do Tigrinho. Lula enviou ao Congresso um projeto de lei que prevê penas para quem explorar, operar ou divulgar essas plataformas.
Sites retirados do ar
O Ministério da Fazenda informou ainda que 11.056 sites ilegais de apostas online foram derrubados durante uma semana de vigência da medida provisória. Desse total, 1.600 foram retirados do ar na terça-feira (6), quando os aplicativos e sites das plataformas passaram a ficar indisponíveis.



