A Receita Federal começou a avisar contribuintes cuja Declaração do Imposto de Renda da Pessoa Física (DIRPF) 2026 foi retida na malha fina. Os comunicados serão enviados em lotes semanais até o dia 20 de outubro, como parte do Projeto Cartas 2026.
A iniciativa busca estimular a regularização voluntária antes de uma eventual intimação ou notificação. Quem encontrar erro ou omissão pode enviar uma declaração retificadora pelos canais digitais da Receita Federal, sem precisar ir a uma unidade do órgão. A correção antecipada pode reduzir o risco de multas e de atraso no pagamento da restituição.
Como consultar a pendência
A situação da declaração pode ser verificada no serviço Meu Imposto de Renda, disponível no site da Receita Federal e no aplicativo do órgão para celulares. Para acessar a ferramenta, é necessário ter uma conta Gov.br nos níveis prata ou ouro.
Quando há retenção na malha fina, a declaração aparece com o status “Com Pendência”. O contribuinte pode consultar o motivo da retenção e as orientações para regularizar a situação.
Depois, deve conferir se os valores declarados estão corretos e se possui documentos que comprovem as informações prestadas. Se houver inconsistência, é possível enviar a declaração retificadora antes de uma eventual ação formal do Fisco.
Caso os dados estejam corretos e haja documentação comprobatória, a orientação é não fazer alterações. Nesse caso, os documentos devem ser guardados, e o contribuinte deve aguardar eventual solicitação da Receita.
Problemas mais comuns
Entre os motivos destacados pela Receita Federal estão o esquecimento de rendimentos recebidos de forma pontual durante o ano, a falta de informações sobre rendimentos de dependentes e a omissão de rendimentos de aposentadoria quando há mais de uma fonte pagadora.
Também podem gerar retenção a indicação do ano errado de uma despesa médica, a declaração de valor diferente do efetivamente pago e a inclusão de gastos médicos que não são dedutíveis.
A Receita ainda alerta para a informação de Vida Gerador de Benefício Livre (VGBL) como despesa dedutível. Segundo o órgão, esse tipo de plano não é considerado previdência privada para fins de dedução do Imposto de Renda e não pode reduzir a base de cálculo do imposto.



