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Transição da SpaceX pode abrir espaço para rivais no mercado de foguetes

A possível redução dos voos do Falcon 9 preocupa operadores de satélites e cria oportunidades para empresas como Rocket Lab e Avio.

Transição da SpaceX pode abrir espaço para rivais no mercado de foguetes
Foto: Reuters

O mercado global de lançamentos orbitais viveu um recorde em 2025, mas já se prepara para uma possível falta de foguetes disponíveis. A SpaceX, líder do setor, pode reduzir os voos comerciais do Falcon 9 à medida que direciona sua operação para o Starship, um veículo maior e totalmente reutilizável que ainda está em desenvolvimento.

A BryceTech contabilizou 325 lançamentos orbitais no ano passado, alta de 25% em relação a 2024. As missões levaram 4.544 espaçonaves à órbita, aumento de 54%. 2024 também havia sido um ano recorde, assim como cada um dos três anos anteriores.

SpaceX concentra a capacidade

Em 2025, a SpaceX fez 43 lançamentos para clientes externos, incluindo missões exclusivas e voos de “rideshare”, nos quais vários contratantes dividem o mesmo foguete. A Rocket Lab, sua concorrente mais próxima no mercado comercial, realizou 18 voos. Seu foguete Electron, porém, tem menos de 2% da capacidade de carga útil do Falcon 9.

A SpaceX pretende migrar para o Starship e já indicou que quer substituir seus próprios produtos antes que as concorrentes façam isso. Em 28 de setembro, um teste do novo foguete colocou pela primeira vez em órbita satélites de banda larga Starlink.

A expectativa no mercado é que 2026 seja o primeiro ano de queda no número de voos do Falcon 9. Simon Potter, da BryceTech, afirmou que há uma avaliação de que não será possível comprar lançamentos do modelo depois de 2028.

A dúvida entre fabricantes de satélites é se a SpaceX continuará oferecendo espaço no Starship para clientes externos. A empresa fabrica e opera a constelação Starlink, que tem mais de 11 mil satélites ativos em órbita, e pretende usar o novo foguete também na expansão desse negócio e no lançamento de milhares de satélites de centros de dados da “Starmind”, voltados às atividades de inteligência artificial.

O negócio de lançamentos representou 8% da receita de US$ 12,5 bilhões registrada nos seis meses encerrados em 30 de junho. O restante veio da Starlink e das atividades de inteligência artificial, o que pode reduzir o incentivo financeiro para a SpaceX manter capacidade disponível a terceiros.

Concorrentes buscam espaço

A possível reserva dos foguetes para uso próprio provocou preocupação entre operadores de satélites e estimulou empresas concorrentes. Giulio Ranzo, executivo-chefe da Avio, afirmou que clientes passaram a procurar a companhia para saber se ela poderia levá-los ao espaço.

A Avio fabrica o Vega-C, um foguete de porte relativamente pequeno. A Rocket Lab planeja realizar o primeiro voo do Neutron, com capacidade superior à metade da do Falcon 9, no fim deste ano ou no início do próximo.

A Relativity Space desenvolve o Terran R, de dimensões semelhantes às do Falcon 9, com financiamento de Eric Schmidt, ex-executivo-chefe do Google. A Blue Origin, de Jeff Bezos, também é apontada como possível concorrente relevante, embora tenha perdido sua única plataforma de lançamento em uma explosão ocorrida em maio.

Outros nomes citados no setor são a americana Firefly Aerospace e a europeia Isar Aerospace, que alcançou a órbita pela primeira vez em 5 de setembro.

A aposentadoria do Falcon 9 também encerraria as operações da espaçonave Dragon, da SpaceX. Nesse cenário, a Boeing seria a única empresa capaz de transportar astronautas até a Estação Espacial Internacional, por meio da cápsula Starliner. Em 28 de setembro, a Nasa anunciou a contratação de dois novos voos da Boeing e um pagamento adicional para ajudar a corrigir problemas nos propulsores de manobra da nave.

As concorrentes ainda precisam demonstrar sua capacidade, enquanto a SpaceX acumula centenas de voos e anos de experiência. Mesmo assim, empresas do setor passaram a destacar, em suas apresentações comerciais, não apenas as características técnicas dos foguetes, mas também a capacidade de fabricação e de expansão da produção.

Texto produzido pela Redação Nexo Econômico com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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