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Tecnologia

Da sala de aula à indústria de games: a nova carreira de Jarvs Tasker

Após deixar o magistério por uma doença crônica, Jarvs Tasker passou a comandar uma empresa de comunicação e marketing para games.

Da sala de aula à indústria de games: a nova carreira de Jarvs Tasker
Foto: John Fairhall/BBC

A experiência de administrar uma sala de aula ajudou Jarvs Tasker a migrar para a gestão de comunidades na indústria de videogames. Hoje, à frente da Jarvs Indie Insights, ela afirma receber o dobro do salário que tinha como professora.

Tasker deixou o magistério em 2019, aos 28 anos, por causa de uma doença crônica. Sete anos depois, sua empresa atua com comunicação e marketing para o setor de games. Na quarta-feira passada (23/9), ela participou de um evento nas instalações de e-sports da Universidade de Suffolk, em Ipswich, promovido pela organização Game Anglia.

“Posso dizer com segurança que eu provavelmente levaria cerca de 20 anos no magistério para receber o que ganho hoje”, afirmou Tasker.

Habilidades transferidas e entrada no setor

Moradora de Exeter, no sudoeste da Inglaterra, Tasker compara a administração de uma comunidade à gestão de uma classe de crianças. Para ela, as duas atividades exigem habilidades semelhantes. A empreendedora também defende que os videogames são uma indústria na qual muitas pessoas conseguem ingressar mais velhas.

Tasker diz que jovens podem desconhecer os diversos caminhos profissionais disponíveis no setor. Ela afirma que a paixão pelo trabalho é mais importante e que a comunidade de videogames reconhece quando alguém está interessado apenas no dinheiro.

Sobre a inteligência artificial, Tasker considera que a indústria tem rejeitado a tecnologia porque muitos jogadores são contrários a seu uso. Na avaliação dela, o setor valoriza a criatividade humana e conta com o apoio do público nessa decisão.

Desenvolvedores independentes no leste inglês

O encontro em Suffolk teve como objetivo apresentar estúdios e desenvolvedores independentes do leste da Inglaterra. Mark Backler, da Game Anglia, disse que os games já formam uma das maiores indústrias do Reino Unido. Ele reconheceu a competição, mas avaliou que nunca foi tão viável criar e publicar jogos independentes.

Sam Read-Graves, desenvolvedor da empresa Read Graves, afirmou que a indústria cresceu massivamente nos últimos 10 anos. Segundo ele, iniciativas da Game Anglia em Suffolk, Essex, Cambridgeshire e Norfolk ajudaram a reunir estudantes e desenvolvedores e podem atrair estúdios capazes de produzir grandes jogos.

Read-Graves ponderou que títulos como Call of Duty ou Fifa ainda não devem sair do leste da Inglaterra por causa da ausência de grandes estúdios na região. Para os desenvolvedores independentes, porém, ele disse não haver motivo para que os jogos não tenham importância financeira semelhante.

Mulheres e visibilidade

Abbygale Dunn, de 22 anos, é fundadora e diretora da Astral Forge, empresa independente de desenvolvimento de games com sede em Essex. Ela afirma que há muito espaço para mulheres no setor. Quando era estudante, havia cerca de três mulheres em sua sala, mas Dunn diz nunca ter se sentido deslocada como programadora.

Omar Khalil, observador de games da empresa Entity, afirmou que o Reino Unido tem muitos talentos. Para ele, o principal desafio é fazer com que um novo jogo se destaque em meio à grande quantidade de títulos disponíveis. Backler também comparou o desenvolvimento independente à criação de conteúdo: é difícil se destacar, mas possível.

Texto produzido pela Redação Nexo Econômico com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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