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UE quer ampliar acordos comerciais e vê avanço nas exportações do Brasil

Maros Sefcovic afirma que estratégia do bloco é diversificar parceiros, enquanto exportações brasileiras para a UE cresceram 23,5%.

UE quer ampliar acordos comerciais e vê avanço nas exportações do Brasil
Foto: AFP

A União Europeia pretende ampliar a rede de acordos de livre-comércio para diversificar seus parceiros comerciais, afirmou Maros Sefcovic, comissário europeu de Comércio. Segundo ele, os Estados Unidos continuam como o principal parceiro comercial do bloco, mas o cenário global tornou o comércio mais politizado.

Sefcovic negou que exista uma guerra comercial entre a UE e os Estados Unidos e disse preferir o diálogo ao confronto. A estratégia europeia, segundo o comissário, também busca fortalecer cadeias de suprimentos, reduzir dependências excessivas e ampliar oportunidades para empresas.

Exportações brasileiras

O acordo comercial entre a UE e o Mercosul começou a ser aplicado provisoriamente em 1º de maio de 2026. De maio a agosto de 2026, as exportações brasileiras para a União Europeia cresceram 23,5% na comparação com o mesmo período do ano anterior. As exportações totais do Brasil avançaram cerca de 11% no intervalo, o que deixou o resultado para a UE 12,5 pontos percentuais acima do total brasileiro.

Entre os produtos com maior crescimento estiveram abacates, com alta de 443%, óleo de milho bruto, com aumento de 347%, e café torrado, que avançou 232%.

A UE também é o maior investidor estrangeiro no Brasil. O estoque de investimentos foi avaliado em € 276 bilhões (R$ 1,6 trilhão) em 2024. Sefcovic afirmou que a expectativa é de que o acordo contribua para ampliar investimentos e empregos ao longo do tempo.

Sobre a possibilidade de o Brasil deixar o Mercosul, mencionada pelo candidato à Presidência Flávio Bolsonaro, o comissário disse que o país continua parte signatária do acordo por tê-lo ratificado conforme seus procedimentos nacionais. Sefcovic afirmou estar confiante na continuidade da parceria e disse respeitar o direito do eleitorado brasileiro de escolher seu presidente.

Carnes e aço

Sefcovic afirmou que a avaliação da Comissão Europeia sobre os controles de antimicrobianos nos setores de aves e mel foi positiva. As conclusões serão apresentadas aos Estados-membros da UE, cuja aprovação é necessária para que a medida entre em vigor. Depois dessa aprovação, a implementação poderá ocorrer imediatamente, segundo o comissário.

O comissário também defendeu a medida europeia que estabeleceu uma cota para importações de aço. De acordo com ele, a decisão foi tomada em um contexto de sobrecapacidade global e se baseia nas salvaguardas já existentes para o setor. A União Europeia perdeu 65 milhões de toneladas de capacidade industrial e 100 mil empregos na siderurgia, afirmou.

As importações de parceiros comerciais preferenciais representam 80% das importações de aço da UE. Sefcovic disse que o bloco continuará dialogando com o Brasil para buscar uma solução que considere os interesses da indústria brasileira e a segurança econômica europeia.

Relação com os Estados Unidos

A União Europeia tem 45 acordos com 81 países. Com as negociações concluídas com Indonésia, Índia e Austrália, o total passa a 48 acordos, abrangendo 83 países. O bloco também chegou a um acordo substancial sobre um tratado de livre-comércio com as Filipinas.

Sefcovic afirmou que uma declaração conjunta com Washington limitou a 15% as tarifas dos Estados Unidos sobre produtos da UE e criou exceções para setores como aeronaves e medicamentos genéricos. O comércio entre os dois lados movimentou quase US$ 2 trilhões em bens e serviços em 2025.

O acordo UE–Mercosul está sendo aplicado provisoriamente em sua totalidade, mas ainda depende da análise do Tribunal de Justiça da União Europeia, da palavra final do Parlamento Europeu e da ratificação definitiva pelos Estados-membros.

Texto produzido pela Redação Nexo Econômico com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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