São Paulo, Segunda-feira, 12 de outubro de 2026
Dólar R$ 4,99 · Euro R$ 5,58 · Ibovespa 209.067 -0,00%
A economia explicada todos os dias
Política

Ato pró-Lula ocupa Copacabana com defesa do fim da escala 6x1

Manifestantes criticaram Flávio Bolsonaro, defenderam políticas para trabalhadores e pediram apoio ao presidente no segundo turno.

Ato pró-Lula ocupa Copacabana com defesa do fim da escala 6x1
Foto: Pilar Olivares/Reuters

Apoiadores de Luiz Inácio Lula da Silva ocuparam trechos da avenida Atlântica, em Copacabana, na tarde desta segunda-feira (12), durante um ato de campanha para o segundo turno da eleição presidencial. A manifestação teve críticas ao senador Flávio Bolsonaro e defesa do fim da escala 6x1, que prevê seis dias de trabalho e um de descanso na semana.

Os discursos e cartazes apresentaram Flávio como uma possível ameaça à democracia, à Constituição e a políticas públicas. Os manifestantes também criticaram a relação do senador com o ex-banqueiro Daniel Vorcaro, preso em Brasília, e seus acenos ao governo de Donald Trump.

A padroeira do Brasil, Nossa Senhora Aparecida, foi mencionada durante o ato. A santa passou a integrar a disputa eleitoral depois da circulação de boatos de que Flávio defenderia a retirada do título de padroeira do país. A campanha do senador desmentiu a informação.

Concentração em Copacabana

O evento estava marcado para as 12h. Por volta das 12h40, a concentração ocupava a avenida Atlântica entre as ruas Sá Ferreira e Xavier da Silveira, em um trecho de quatro quarteirões. Depois, o público cresceu e se espalhou também pela areia, enquanto os trios elétricos avançavam pela avenida.

A Polícia Militar informou que não tinha estimativa do número de participantes. Os discursos eram ouvidos com mais clareza nas proximidades do trio elétrico que levou as lideranças. Músicos tocaram durante parte do ato, e houve reclamações sobre a qualidade do som.

Participaram parlamentares de esquerda, estudantes, sindicalistas e famílias. Entre os políticos estavam os deputados federais Benedita da Silva, Glauber Braga, Jandira Feghali e Lindbergh Farias. O vermelho do PT predominou entre as roupas do público, que reuniu jovens e idosos.

Lula permaneceu em Brasília e não participou da manifestação. O presidente ficou atrás de Flávio no primeiro turno, e os dois voltam a disputar a eleição no próximo dia 25. A estratégia do PT inclui reduzir a abstenção e pedir que militantes convençam outras pessoas a mudar de voto.

Atos em outras cidades

Outra manifestação favorável a Lula ocorreu em frente aos arcos da Lapa, na região central do Rio de Janeiro, com artistas ligados ao samba e parlamentares do PT. Lindbergh Farias associou o ato ao movimento dos caras pintadas, que liderou como presidente da União Nacional dos Estudantes em 1992, durante a campanha pelo impeachment de Fernando Collor.

No fim de semana, manifestações pró-Lula também ocorreram em diferentes regiões do país. Em São Paulo, uma multidão se reuniu com o presidente na avenida Paulista no domingo (11). Também houve ato na região da Barra, em Salvador, e passeata no Recife, do parque 13 de Maio ao Marco Zero.

Para esta terça-feira (13), o Comitê Popular de Luta previa manifestações em Belém, Salvador, Fortaleza, Riacho Dantas (SE), Brasília, Campo Grande, Divinópolis (MG), São Paulo e Porto Alegre.

Texto produzido pela Redação Nexo Econômico com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

Assine nossa newsletterAs principais notícias do dia no seu e-mail.