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Operação do governo dos EUA na casa de Ilhan Omar gera reação democrata

Busca ocorreu em Washington durante investigação sobre suspeitas de fraude imigratória envolvendo documentos da deputada americana.

Operação do governo dos EUA na casa de Ilhan Omar gera reação democrata
Foto: Getty Images via AFP

Autoridades dos Estados Unidos fizeram uma operação de busca na casa da deputada democrata Ilhan Omar na madrugada desta segunda-feira (12), na região de Washington. O Departamento de Justiça informou que a ação integra uma investigação em andamento.

A apuração envolve suspeitas de fraude imigratória, segundo uma pessoa familiarizada com o caso. Parte dela trata de documentos de imigração de Omar, que nasceu na Somália e teve os papéis preenchidos pelo pai quando era criança.

Um porta-voz do Departamento de Justiça afirmou que agentes da Investigação de Segurança Interna cumpriram um mandado autorizado pela Justiça. A unidade integra o Serviço de Imigração e Controle de Alfândegas (ICE), a agência americana de imigração.

Reação de Ilhan Omar e dos democratas

Omar afirmou nas redes sociais que o governo estaria sendo usado para perseguir um adversário político de Donald Trump. “Não vou me calar”, escreveu a deputada, que também disse ser alvo de ataques e campanhas difamatórias do presidente há dez anos.

O secretário de Segurança Interna, Markwayne Mullin, indicado por Trump, havia declarado no mês passado que “algo vai acontecer” na investigação sobre a entrada da família de Omar nos Estados Unidos. Na ocasião, disse ao podcaster Benny Johnson que, se fosse provado que ela não deveria estar no país, poderia ser deportada.

A operação ocorreu pouco mais de três semanas antes das eleições de meio de mandato, marcadas para 3 de novembro. Omar, 44, busca um quinto mandato na Câmara dos Estados Unidos. Ela representa Minnesota e, em 2024, foi reeleita com vantagem de 50 pontos percentuais.

O líder da minoria democrata na Câmara, Hakeem Jeffries, e outros integrantes da liderança do partido classificaram a ação como “profundamente perturbadora”. Para os democratas, o episódio levanta questões sobre o uso do governo federal contra adversários de Trump.

O governador de Minnesota, Tim Walz, também criticou a operação. Ele afirmou que o presidente estaria usando o cargo para perseguir adversários políticos semanas antes de uma eleição.

As normas do Departamento de Justiça proíbem que promotores e agentes federais programem ações para influenciar eleições ou beneficiar candidatos e partidos. Historicamente, o órgão evita medidas investigativas contra candidatos nos cerca de 60 dias anteriores a uma votação.

Omar é alvo frequente de ataques de Trump. A deputada afirma que ela e sua família receberam ameaças de morte, que atribui à retórica política de ódio e às declarações do presidente. No mês passado, um homem de Minnesota foi condenado a um ano e dois meses de prisão por agredi-la após admitir que o ataque ocorreu por discordar de suas posições políticas.

Texto produzido pela Redação Nexo Econômico com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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