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Lula acusa PL de evitar compromisso com o fim da escala 6x1

Presidente também criticou proposta de corte de despesas de Flávio Bolsonaro e defendeu a votação da PEC no Senado.

Lula acusa PL de evitar compromisso com o fim da escala 6x1
Foto: Ricardo Stuckert

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou que o Partido Liberal (PL) e o senador Flávio Bolsonaro não querem assumir compromisso com a aprovação da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que prevê o fim da jornada de trabalho 6x1. A proposta está em discussão no Senado Federal.

Lula disse que Flávio teria orientado o partido a se abster na votação, o que, na avaliação do presidente, evitaria que o PL assumisse uma posição sobre a redução da jornada. Ele defendeu que os senadores votem a PEC.

O presidente também criticou o chamado “tesouraço”, proposta de redução de despesas associada à campanha de Flávio Bolsonaro. Lula afirmou que encontrou um orçamento insuficiente do governo de Jair Bolsonaro, pai do senador, e citou cortes previstos em áreas sociais.

Entre os números apresentados, estão redução de 59% no Farmácia Popular, de 50,7% no Mais Médicos, de 45% em ações de prevenção e controle do câncer e de 97% na infraestrutura escolar. Segundo Lula, havia verba para apenas um ônibus escolar no orçamento deixado para seu governo; ele afirmou que 12.000 ônibus já foram comprados.

O presidente mencionou ainda cortes de 99% na prevenção de desastres, com R$ 20 mil disponíveis para ações em áreas como encostas e córregos; de 95% no Minha Casa, Minha Vida; de mais de 90% nas cisternas do semiárido; e de 95% no Sistema Único de Assistência Social. Também disse que a verba para merenda escolar ficou cinco anos sem reajuste.

Lula rebateu a promessa de Flávio de aumentar as aposentadorias da Previdência Social. Segundo o presidente, desde 2003 nenhum chefe do Executivo, além dos governos petistas, teria concedido aumento aos aposentados acima da inflação.

Reunião com Hugo Motta

Questionado sobre o encontro com o presidente da Câmara, Hugo Motta, Lula classificou a conversa como muito boa e afirmou que Motta o ajudaria a ganhar as eleições. A reunião ocorreu no Alvorada, um dia depois de o Republicanos declarar apoio a Flávio Bolsonaro no segundo turno da eleição presidencial.

No primeiro turno, o Republicanos havia adotado neutralidade na disputa pela Presidência da República. Lula disse ainda que não avalia pesquisas e que tem 17 dias para trabalhar pela conquista de votos.

Texto produzido pela Redação Nexo Econômico com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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