Quarta-feira, 9 de setembro de 2026
Dólar R$ 5,13 · Euro R$ 5,95 · Ibovespa 185.147 +0,00%
A economia explicada todos os dias
Política

Cúpula da Polícia Federal oferece cargos após afastamento de diretores

Manifesto assinado por 11 diretores apoia Andrei Rodrigues e Leandro Almada e contesta acusações sobre a atuação da corporação.

Cúpula da Polícia Federal oferece cargos após afastamento de diretores
Foto: Gabriela Biló/Folhapress

A cúpula da Polícia Federal colocou os cargos à disposição do diretor-geral substituto nesta terça-feira (8), em manifestação de apoio a Andrei Rodrigues e Leandro Almada. O gesto foi formalizado por 11 diretores, que contestaram críticas à atuação dos dois delegados e da própria instituição.

A PF tem 13 diretores. Não assinaram o documento William Marcel Murad, diretor-executivo que assumiu interinamente o comando depois do afastamento de Rodrigues, e Leandro Almada da Costa, diretor de Inteligência Policial também afastado por decisão do ministro André Mendonça. Os demais diretores sugeriram que os cargos fossem entregues a Murad.

No manifesto, a cúpula afirmou que as críticas contra a direção da corporação são influenciadas por interesses políticos e eleitorais. Os diretores também disseram que Rodrigues tem trajetória técnica, isenta e responsável. A manifestação, segundo eles, busca defender a PF de ataques e de tentativas de usurpação de funções, além de preservar sua capacidade de atuar na promoção da Justiça e na defesa do Estado democrático de Direito.

“Para que fique absolutamente claro, repudiamos toda e qualquer tentativa de imputar a eles ou à Polícia Federal uma atuação não republicana”, afirmaram os diretores. Ao fim do documento, registraram: “Neste ato, colocamos nossos cargos à disposição do diretor-geral substituto”.

Diretores que assinaram

Entre os signatários está Dennis Cali, diretor de Investigação e Combate ao Crime Organizado e à Corrupção, área que concentra as investigações relacionadas ao caso Banco Master. Também assinaram Fabrício Schommer Kerber, Otavio Margonari Russo, Felipe Tavares Seixas, Helena de Rezende, Roberto Reis Monteiro Neto, André Luis Lima Carmo, Christiane Correa Machado, Alexsander Castro de Oliveira, Ademir Dias Cardoso Júnior e Humberto Freire de Barros.

Na terça-feira (8), a Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal formou maioria para referendar a ordem de Mendonça e manter o afastamento de Rodrigues do comando da PF. O julgamento foi suspenso após pedido de vista do ministro Gilmar Mendes.

A decisão está ligada a um relatório interno da PF usado pelo ministro Alexandre de Moraes para pedir uma investigação contra Mendonça por abuso de autoridade, improbidade administrativa e crime de responsabilidade. O documento apontava que Mendonça teria direcionado investigações contra Moraes e o presidente do Senado, Davi Alcolumbre, com quebra da imparcialidade judicial e favorecimento a grupos políticos.

A alegação surgiu depois que Mendonça tornou públicas apurações da PF que identificaram Moraes como interlocutor de Daniel Vorcaro, dono do Banco Master. Ao afastar Rodrigues, o ministro afirmou que o relatório não tinha validade e classificou como grave e ilícita sua produção. Mendonça também disse ser inimaginável que setores da PF elaborassem relatórios para descredibilizar o trabalho de outros delegados e agentes envolvidos no caso Master.

Texto produzido pela Redação Nexo Econômico com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

Assine nossa newsletterAs principais notícias do dia no seu e-mail.