O presidente da Autoridade Palestina, Mahmoud Abbas, marcou para 11 de setembro de 2027 as eleições presidenciais e legislativas. A nova data representa o adiamento do pleito legislativo em quase um ano.
A decisão ocorre enquanto o Fatah, partido governista da Autoridade Palestina, enfrenta divisões associadas ao governo cada vez mais autoritário de Abbas. A suspensão também dificulta os esforços do presidente para convencer países europeus e os Estados Unidos de que pode promover mudanças no sistema político palestino.
Tel Aviv controla a entrada de urnas e de observadores eleitorais na Faixa de Gaza e tem demonstrado pouca disposição para viabilizar a votação. Três diplomatas ocidentais afirmaram que a falta de colaboração prejudica o trabalho da comissão eleitoral da Autoridade Palestina.
Representantes palestinos e diplomatas ocidentais trataram dos temas sob condição de anonimato, porque não estão autorizados a comentar publicamente assuntos sensíveis.
A União Europeia, uma das principais apoiadoras da Autoridade Palestina, pressiona o governo por reformas democráticas e pela realização de eleições.
O calendário eleitoral palestino já sofreu outros adiamentos. Em 2009, Abbas postergou a votação prevista para janeiro de 2010. Em 2021, suspendeu as eleições sob o argumento de que não havia garantias para a participação dos palestinos de Jerusalém Oriental. As últimas eleições legislativas ocorreram em 2006, e as presidenciais, em 2005.



