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Flávio Bolsonaro canta em culto e é chamado de futuro presidente no Rio

Senador participou de cerimônia pelo centenário da Assembleia de Deus Ministério Madureira, que teve falas políticas do bispo Samuel Ferreira.

Flávio Bolsonaro canta em culto e é chamado de futuro presidente no Rio
Foto: Eduardo Anizelli/Folhapress

O senador Flávio Bolsonaro (PL) participou neste sábado (10) de um culto pelo centenário da Assembleia de Deus Ministério Madureira, no ginásio Maracanãzinho, na zona norte do Rio de Janeiro. Durante a cerimônia, ele cantou e recebeu manifestações de apoio político do bispo Samuel Ferreira, um dos líderes da denominação.

Ferreira coordenou um coro que repetiu por 14 vezes o lema “irmão vota em irmão”. Em seguida, disse que não estava pedindo votos, mas afirmou que, se pudesse, pediria apoio a Flávio, a quem chamou de honesto, sério e crente.

“Pediria voto para o Flávio, porque o voto foi ele o indicado pelo [ex-] presidente [Jair Bolsonaro]”, disse o bispo. Ele também afirmou que a igreja participaria da campanha, sem citar diretamente a candidatura presidencial: “O que eu posso é dizer, que nós vamos redar a camisa. Nós vamos romper o cerco.”

Na sequência, Ferreira chamou Flávio ao púlpito como “futuro presidente da República Federativa do Brasil”. O público passou a gritar “É 22!”, em referência ao número de urna do candidato. Flávio respondeu: “O bispo não pediu, mas a igreja está pedindo”.

Possível abuso de poder religioso

O uso da estrutura e da autoridade de uma igreja pode configurar abuso de poder religioso. A classificação não está prevista no código eleitoral, mas é usada pela Justiça Eleitoral para limitar a influência de líderes religiosos sobre seus fiéis.

Em seu discurso, Flávio falou sobre dificuldades enfrentadas por quem sai de casa diariamente e mencionou uma guerra espiritual pela qual o Brasil passaria naquele momento. Ao final, cantou a música “Hino da Vitória” ao lado da cantora gospel Meire Cerqueira.

O bispo Silas Malafaia estava no local, mas não fez discurso de teor político durante o período em que a imprensa acompanhou a cerimônia. Também participou do evento o governador eleito do Rio de Janeiro, Douglas Ruas (PL).

Ferreira ainda falou sobre a saudade do ex-presidente Jair Bolsonaro e lamentou sua prisão. A expressão “irmão vota em irmão” foi associada por ele ao título de um livro de Josué Sylvestre, assessor parlamentar ligado a outra Assembleia.

Texto produzido pela Redação Nexo Econômico com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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