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Devotos percorrem três quilômetros de joelhos no Círio de Nazaré

Promesseiros atravessam o trajeto sobre papelão para agradecer por pedidos que atribuem à intercessão de Nossa Senhora de Nazaré.

Devotos percorrem três quilômetros de joelhos no Círio de Nazaré
Foto: Anna Virginia Balloussier/Folhapress

Dezenas de devotos de Nossa Senhora de Nazaré iniciaram neste sábado (10) uma travessia de três quilômetros para cumprir promessas na véspera da principal procissão do Círio de Nazaré. O percurso, que normalmente leva pouco mais de meia hora a pé, foi feito de joelhos ou engatinhando sobre o asfalto quente.

Amigos e familiares se revezaram para colocar folhas de papelão no chão e formar um caminho móvel. Os promesseiros avançavam com joelheiras e levavam pedidos considerados atendidos pela santa, que incluem a cura de doenças e a conquista de emprego.

A dona de casa Ariane Barros, 21, carregava dois bonecos de cera e os molhava periodicamente. Ela também bebia água enquanto agradecia pela saúde das filhas gêmeas, Aurora Maria e Maria Clara, que nasceram há um ano e meio sem sinais vitais após uma gravidez de risco.

Ariane contou que levou uma imagem de Nossa Senhora ao hospital e pedia diariamente para deixar o local com as duas crianças. “Todos os dias eu chorava e pedia para sair de lá com as duas”, disse.

Promessas por saúde e trabalho

Lletticia Oliveira, 24, repetiu a roupa usada no Círio de 2025 e percorreu o trajeto entre a Basílica de Nazaré e a Catedral da Sé. Ela havia feito a promessa durante um período de dificuldades financeiras, quando ela e o noivo, Gabriel Sena, 24, deixaram os empregos.

Gabriel chegou a trabalhar como motorista de Uber antes de ser contratado, em março, como piloto de uma empresa de táxi aéreo. Enquanto Lletticia avançava, ele colocava papelão no chão. O casal planeja comprar móveis e utensílios para a casa e se casar no começo do ano que vem.

Convertida do evangelicalismo ao catolicismo aos 16 anos, Lletticia afirmou que Nossa Senhora se tornou sua principal intercessora. “Nossa Senhora me pegou na curva. No meu primeiro terço, comecei a chorar.”

A estudante de enfermagem Glenda Nunes, 25, fazia o percurso pela terceira vez. No ano passado, começou por volta das 14h30 e chegou pouco antes das 22h. Na ocasião, pediu pelo irmão. Agora, agradecia pela saúde da avó, que teve pneumonia duas vezes no ano passado.

Claudia Ribeiro, 37, também estudante de enfermagem, participava pela primeira vez. Ela atribuía a Nossa Senhora a recuperação de um câncer no colo do útero. Depois de passar por radioterapia, quimioterapia e cirurgia, afirmou que deixou o hospital curada.

Claudia havia perdido a filha Clarice, que tinha uma doença cardíaca e morreu após dois meses internada. Durante o luto, descobriu o câncer. No trajeto, carregava uma placa explicando o motivo da promessa.

Texto produzido pela Redação Nexo Econômico com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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