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Política

Flávio inicia segundo turno à frente de Lula, aponta Datafolha

Senador lidera entre eleitores de várias regiões e grupos, enquanto Lula busca recuperar terreno entre os mais pobres e beneficiários do Bolsa Família.

Flávio inicia segundo turno à frente de Lula, aponta Datafolha
Foto: Sarah Meyssonier e Ricardo Stuckert/REUTERS e PR

A nova pesquisa Datafolha mostra Flávio Bolsonaro (PL) à frente de Lula (PT) no início do segundo turno, com vantagem dentro da margem de erro. O senador aparece com 46% das intenções de voto, contra 44% do presidente na pesquisa espontânea, em que os nomes dos candidatos não são apresentados.

A disputa até 25 de outubro deve se concentrar nos eleitores que não demonstram alinhamento automático com nenhum dos dois lados. As campanhas também miram os que não rejeitam nenhum dos candidatos, grupo que corresponde a 8% dos eleitores.

Onde Flávio lidera

Flávio herda a maior parcela dos votos dos candidatos derrotados no primeiro turno. Ele reúne 46% dos eleitores de Ronaldo Caiado (PSD), Augusto Cury (Avante), Renan Santos (Missão) e Romeu Zema (Novo). Lula fica com 32% desse grupo.

O senador também abre oito pontos de vantagem sobre Lula no Sudeste e mantém a liderança nas regiões Sul, Centro-Oeste e Norte. O presidente vence no Nordeste, onde tem vantagem de 26 pontos.

Entre os eleitores mais pobres, que representam cerca de metade do eleitorado, Lula lidera por 11 pontos. Na outra metade, formada pela classe média e por pessoas com renda acima de cinco salários mínimos, Flávio tem vantagem de 17 pontos. O senador ainda distribui melhor seus votos entre as faixas etárias e avança entre os mais jovens. Lula tem desempenho superior apenas entre os mais velhos.

Estratégia de Lula

A campanha do presidente aposta na defesa de programas e benefícios sociais. O discurso alerta para possíveis cortes no Orçamento de um eventual governo Flávio e busca ampliar o apoio entre pessoas que recebem aposentadoria e Bolsa Família.

Entre os beneficiários do Bolsa Família, 31% afirmam que não votariam em Lula de jeito nenhum. Flávio é rejeitado por 57% desse grupo, mas ainda obtém cerca de um terço das intenções de voto. A campanha petista tenta converter essa parcela.

A vantagem de Lula entre os mais pobres também diminuiu em relação a 2022. Naquele ano, ele superava Jair Bolsonaro por 54% a 37% nesse segmento. Agora, o placar é de 52% a 41% contra Flávio.

Eleitores em disputa

A rejeição divide os eleitores: 46% dizem que só não votam em Lula, 43% afirmam que rejeitam apenas Flávio e 3% recusam os dois candidatos. Os 8% que não rejeitam nenhum dos nomes formam o grupo sem uma barreira prévia a qualquer lado.

Entre os eleitores que não se identificam nem como petistas nem como bolsonaristas, 23% dizem votar em branco ou nulo ou não sabem quem escolher. Esse segmento também está aberto à disputa entre as campanhas.

Texto produzido pela Redação Nexo Econômico com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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