A campanha de Flávio Bolsonaro (PL) repetiu 22 vezes as palavras “mudança” e “mudar” durante cinco minutos de propaganda eleitoral no rádio, no primeiro dia de programas após o primeiro turno. A equipe de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) respondeu classificando como “retrocesso” a transformação defendida pelo adversário e priorizou propostas para a educação.
Na inserção, Flávio afirmou que o eleitorado já havia escolhido a mudança e apresentou o segundo turno como uma disputa entre seu projeto e o atual governo. “O Brasil tá no lado da mudança”, disse o senador.
Apoios apresentados
O programa de Flávio exibiu declarações de apoio de Ronaldo Caiado (PSD) e Romeu Zema (Novo). Caiado recebeu 2,18% dos votos e terminou o primeiro turno em quinto lugar. Zema ficou em sexto, com 0,27%.
Tarcísio de Freitas (Republicanos), reeleito governador de São Paulo no primeiro turno com 62,65% dos votos, também participou da propaganda. Ele destacou a eleição de Guilherme Derrite (PP) e André do Prado (PL) para o Senado por São Paulo. O PL elegeu 19 senadores no domingo (4) e terá a maior bancada da Casa a partir de 2027.
Resposta de Lula
A propaganda de Lula começou retomando indicadores negativos atribuídos ao governo de Jair Bolsonaro (PL), como a redução de recursos para o Farmácia Popular, a ausência de aumento real do salário mínimo e cortes na educação.
Depois, o presidente contestou a ideia de mudança apresentada pelo rival e contrapôs a defesa do regime democrático ao que chamou de barbárie. “Não vejo no meu adversário qualquer possibilidade de fazer alguma coisa que seja um futuro promissor para a sociedade brasileira”, afirmou.
O programa petista também mencionou o reajuste do salário mínimo acima da inflação, a criação de empregos e o fim da escala 6x1. Ao final, a campanha convocou os eleitores a participar das atividades nas ruas e buscar votos para Lula.



