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Política

Rejeição a Lula mobiliza igrejas evangélicas em apoio a Flávio Bolsonaro

Pastores e líderes religiosos adotaram discurso contra o PT e defenderam a escolha de um candidato capaz de derrotar a esquerda.

Rejeição a Lula mobiliza igrejas evangélicas em apoio a Flávio Bolsonaro
Foto: Jardiel Carvalho/Folhapress

A rejeição a Lula segue mobilizando parte das igrejas evangélicas em favor de Flávio Bolsonaro, mais por oposição ao petismo do que por entusiasmo com o candidato do PL. Líderes religiosos ampliaram manifestações políticas nos dias anteriores ao primeiro turno, realizado no domingo (4).

Na Renascer em Cristo, a bispa Sonia Hernandes reagiu a uma fiel que reclamou de ser chamada de “minha Janja” pelo namorado esquerdista. No mesmo período, o apóstolo Estevam Hernandes apareceu com uma jaqueta da seleção no púlpito, levantou a bandeira nacional e depois pediu apoio a Flávio nas redes sociais.

A movimentação ocorre em um segmento no qual Lula teve 2 em cada 3 votos evangélicos em suas duas primeiras campanhas vitoriosas. Pesquisas mencionadas no levantamento indicam que o presidente tem hoje cerca de 30% da preferência entre esses eleitores.

Pastores defendem voto contra a esquerda

A orientação de pastores com influência para além de suas próprias igrejas tem sido menos associada à simpatia por Flávio e mais ao objetivo de impedir a volta da esquerda. Cláudio Duarte, que reúne 10,7 milhões de seguidores no Instagram, defendeu uma resistência ao sistema e afirmou que seria possível fazê-lo sem confrontos. A orientação foi não votar 13 e escolher alguém com possibilidade de vencer.

O reverendo Augustus Nicodemus Lopes citou Romanos 13:1-7, passagem que trata da sujeição aos governantes. Em seguida, fez uma ressalva para situações em que a autoridade não promova bem-estar, segurança e tranquilidade ou represente uma ameaça à liberdade de expressão da igreja.

Na Igreja Batista da Lagoinha em Alphaville, o pastor Samuel Vagner atacou Lula depois de o presidente criticar a denominação durante uma declaração em Belém. Lula havia citado André Valadão, líder da Lagoinha, ao falar de Daniel Vorcaro e Fabiano Zettel.

André Fernandes, que deixou a Lagoinha para fundar a Celeiro, pediu uma ruptura com o marxismo cultural e o socialismo. Na véspera do 7 de Setembro, recebeu Flávio em sua casa de oração e declarou que compartilharia sua escolha por ser o candidato com chance de vencer pela direita.

Valnice Milhomens também afirmou que nada impediria o movimento de Deus no país. Já Marcos Granconato, da Igreja Batista Redenção, disse que preferiria votar em Judas a Lula se o personagem bíblico voltasse à vida. Em tom diferente, José Wellington Bezerra da Costa, do Ministério Belém da Assembleia de Deus, pediu respeito às lideranças, às instituições e às outras pessoas.

Mobilização religiosa

A mobilização evangélica deste ano foi descrita como mais fraca que a de 2022, mas ainda relevante. Os evangélicos representam 3 em cada 10 eleitores e contam com uma rede de templos e redes sociais capaz de organizar apoiadores. Silas Malafaia, que já apoiou Lula em eleições anteriores, aparece como um dos principais críticos virtuais do PT.

A Igreja Universal do Reino de Deus encerrou no sábado o Desafio de Neemias, campanha de 52 dias que terminou na véspera da votação. A iniciativa foi apresentada como uma ação espiritual voltada à restauração e à construção de valores cristãos, à fé e à proteção das famílias. Entre os temas propostos estavam fake news e falsos profetas.

O discurso eleitoral também apareceu entre católicos. O padre Júlio Lancellotti celebrou uma missa dedicada a Nossa Senhora Aparecida e anunciou camisas com a imagem da santa e a frase “o Brasil tem mãe”. A escolha ocorreu em um momento em que Flávio é acusado, sem evidências, de querer retirar Nossa Senhora Aparecida do posto de padroeira do país.

Dom Itacir Brassian, bispo de Santa Cruz do Sul, escreveu que havia grupos seguindo direções opostas sobre o desenvolvimento nacional, a autonomia das organizações civis e populares e a integração soberana do Brasil. Em outra direção, Dom Adair José Guimarães pediu, em homilia na Catedral de Brasília, que Nossa Senhora livrasse o país da fome, da guerra e do comunismo.

Texto produzido pela Redação Nexo Econômico com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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