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Lula ataca fascismo e ligação com Banco Master no início do segundo turno

Em ato em Ceilândia, presidente associou adversário a Daniel Vorcaro e citou a crise envolvendo o BRB e o Banco Master.

Lula ataca fascismo e ligação com Banco Master no início do segundo turno
Foto: Evaristo Sa/Afp

No primeiro ato da campanha de segundo turno, realizado nesta sexta-feira (9), o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) afirmou que o Brasil não será governado pelo fascismo, por responsáveis por mortes na pandemia ou pelo que chamou de sócio do Banco Master. O discurso ocorreu em Ceilândia, no Distrito Federal.

Embora não tenha citado Flávio Bolsonaro (PL-RJ) nominalmente, Lula fez referência à relação do senador com Daniel Vorcaro, ex-banqueiro do Banco Master. Áudios mostram Flávio pedindo dinheiro a Vorcaro para produzir um filme sobre Jair Bolsonaro (PL). O senador afirma que os recursos eram privados. A Polícia Federal investiga se o dinheiro financiou a atuação de Eduardo Bolsonaro (PL-SP) nos Estados Unidos contra autoridades brasileiras.

"Esse país não voltará a ser governado pelo fascismo, não voltará a ser governado por aqueles assassinos de milhares de pessoas na Covid-19", declarou Lula. Em seguida, também mencionou os parentes de Vorcaro e o Banco Master.

O presidente tenta reverter o resultado do primeiro turno. Realizado no domingo (4), o pleito terminou com Lula em segundo lugar, com 45,2% dos votos válidos, contra 47% do adversário. Desde a redemocratização, nenhum candidato que terminou essa etapa na segunda colocação conseguiu vencer o segundo turno.

A votação decisiva ocorrerá em 25 de outubro. Depois do primeiro turno, a campanha petista se reuniu para reorganizar a estratégia, que deverá priorizar maior presença nas redes sociais e um discurso mais duro sobre segurança pública e sobre a crise envolvendo o Banco Master e o Supremo Tribunal Federal (STF).

No evento, Lula também pediu votos para Leandro Grass (PT), candidato ao governo do Distrito Federal e ex-presidente do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan). Grass teve 34,47% dos votos válidos e enfrentará a atual governadora, Celina Leão (PP), no segundo turno.

Lula citou ainda a crise do Banco de Brasília (BRB) e afirmou que o país não pode ser governado por pessoas que "roubaram R$ 12 bilhões do BRB". Celina era vice de Ibaneis Rocha (MDB) quando o banco tentou comprar o Master. Investigações apontam que o BRB comprou R$ 12,2 bilhões em créditos falsificados do banco de Vorcaro. O prejuízo ainda não foi divulgado.

Pesquisa Datafolha divulgada na quinta (8) indicou Celina com 55% das intenções de voto, ante 37% de Grass. A governadora afirma que não participou da operação. Diálogos mostram Vorcaro dizendo que ela não ficou fora da negociação e que se tratava de um "jogo para se preservar na política".

Texto produzido pela Redação Nexo Econômico com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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