SÃO PAULO — Débora Campopiano, mãe da deputada estadual eleita Eduarda Campopiano (PL), recebe o Benefício de Prestação Continuada (BPC) desde janeiro de 2019, segundo registros do Portal da Transparência. Débora tem 59 anos.
O BPC é destinado a pessoas de baixa renda com 65 anos ou mais e a pessoas com deficiência de qualquer idade. Não foi possível confirmar se Débora tem alguma deficiência que fundamente o pagamento.
A concessão também considera a renda por integrante da família. Em regra, o limite mensal é de até um quarto do salário mínimo por pessoa, além da inscrição no Cadastro Único.
Eduarda ocupa o cargo de vereadora de Praia Grande, no litoral paulista, desde 2025 e recebe R$ 15.193,35 por mês. Esse rendimento seria considerado no cálculo do benefício caso mãe e filha morassem juntas e Eduarda fizesse parte do grupo familiar previsto para o BPC, que inclui filhos solteiros residentes no domicílio.
Não foi possível verificar se as duas vivem na mesma casa nem quais pessoas foram declaradas como integrantes da família ao INSS. Débora trabalha como artesã, produz bonecas, mantém um ateliê e oferece cursos. Também não foi esclarecido se os rendimentos dessa atividade foram informados ao órgão.
A assessoria de Eduarda foi procurada para responder sobre a composição familiar e as condições relacionadas ao benefício, mas não se manifestou até a publicação.
Eduarda se declara a maior inimiga das feministas. Nas eleições deste ano, foi a candidata mais votada para a Assembleia Legislativa de São Paulo, com 1.956.238 votos, e assumirá o mandato em 2027. Ela ganhou projeção nas redes sociais ao lado do deputado federal eleito Lucas Pavanato (PL), com posicionamentos contrários ao feminismo e às cotas raciais e oposição ao aborto.




