A Meta restringiu no Brasil vídeos publicados no Instagram pelo economista Joel Pinheiro da Fonseca e pelo comentarista político Caio Coppolla. As postagens continuaram disponíveis fora do país, e os perfis dos dois permanecem ativos.
As remoções ocorreram nesta quinta-feira (1º). Segundo os comentaristas, a empresa informou que as medidas tinham relação com as regras eleitorais brasileiras para conteúdos com uso de inteligência artificial.
A Meta afirmou estar “empenhada em cumprir com o período de silêncio determinado pelo TSE” para esse tipo de conteúdo. A empresa disse que o vídeo de Joel foi bloqueado temporariamente por apresentar indícios de uso de inteligência artificial. Depois de uma revisão, concluiu que não havia violação das regras eleitorais.
A publicação foi restaurada à tarde, mas retirada novamente à noite. A segunda remoção ocorreu às 19h40, no horário de Brasília. A Meta ainda não havia respondido sobre esse novo bloqueio.
No caso de Coppolla, a empresa afirmou que o vídeo foi bloqueado com base na resolução eleitoral sobre o período de silêncio para conteúdos com inteligência artificial, incluindo imagem e voz de candidato. A publicação continuava fora do ar.
Conteúdo dos vídeos
O vídeo de Joel analisava medidas tomadas pelo ministro do Supremo Tribunal Federal Flávio Dino relacionadas ao caso Nossa Senhora Aparecida. No domingo (27), Dino suspendeu a derrubada de postagens que acusavam Flávio Bolsonaro, senador e candidato à Presidência, de querer retirar da santa católica o título de padroeira do Brasil.
Na quarta-feira (30), Dino determinou a abertura de um inquérito pela Polícia Federal para investigar o que chamou de ataques contra imagens religiosas. No mesmo dia, durante o julgamento do caso no Tribunal Superior Eleitoral, o ministro André Mendonça reiterou seu voto pela remoção dos conteúdos. À noite, o plenário manteve a decisão.
O vídeo de Coppolla comentava uma declaração da jornalista Vera Magalhães em um podcast de domingo (20). Ela afirmou que debates sobre a gestão fiscal do governo Lula e acusações de corrupção funcionariam como pretexto para uma rejeição com fundo de ódio de classe. Coppolla contestou a afirmação e mencionou acontecimentos que, na avaliação dele, ajudaram a formar o antipetismo.
A derrubada dos vídeos ocorreu depois de a Meta remover e restaurar o perfil Revelando, que havia publicado conteúdos sobre relações entre o Banco Master, a Igreja Batista da Lagoinha e personagens da política, principalmente Flávio Bolsonaro.


