Quarta-feira, 9 de setembro de 2026
Dólar R$ 5,13 · Euro R$ 5,95 · Ibovespa 185.147 +0,00%
A economia explicada todos os dias
Política

Diretor-executivo da PF reafirma apoio a Andrei após afastamento determinado por Mendonça

William Murad declarou confiança no diretor-geral da PF, enquanto integrantes da cúpula avaliaram a decisão do STF como política.

Diretor-executivo da PF reafirma apoio a Andrei após afastamento determinado por Mendonça
Foto: Reuters

O diretor-executivo da Polícia Federal, William Murad, declarou nesta terça-feira (8) confiança no diretor-geral da corporação, Andrei Rodrigues, afastado do cargo por decisão do ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF).

Em discurso na abertura de um curso de formação profissional de agentes, Murad afirmou: "Não nos deixaremos abalar com ataques, venham de onde vier, e afirmamos a nossa total confiança na direção-geral e no diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues." Ele deixou o evento sem falar com a imprensa.

Andrei cancelou sua participação pouco antes do horário previsto para discursar. Ele soube da decisão a caminho da cerimônia. Na Academia Nacional, em Brasília, 735 alunos esperaram cerca de 50 minutos até serem informados de que Murad substituiria o diretor-geral.

Reação na cúpula da PF

Integrantes da cúpula da Polícia Federal manifestaram, sob reserva, indignação e revolta. Eles avaliaram a decisão do Supremo como política. Um superintendente da corporação próximo a Andrei disse que "a avaliação é de espanto" e afirmou que Mendonça tenta influenciar o andamento de investigações. Segundo o superintendente, esse comportamento não é observado no diretor-geral.

A decisão de Mendonça teve como motivação a produção de um relatório interno da Polícia Federal. O documento foi usado pelo ministro Alexandre de Moraes, também do STF, para solicitar uma investigação contra Mendonça por abuso de autoridade, improbidade administrativa e crime de responsabilidade na condução do caso do Banco Master e do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS).

Mendonça também determinou preventivamente o afastamento de Leandro Almada, diretor de Inteligência da PF.

Luiz Fux convocou uma sessão virtual extraordinária da Segunda Turma do Supremo para analisar a decisão. O colegiado formou maioria para manter o afastamento de Andrei Rodrigues, mas Gilmar Mendes pediu vista, o que suspendeu a sessão. A turma é formada por Fux, Gilmar Mendes, Dias Toffoli, Nunes Marques e o próprio André Mendonça.

Texto produzido pela Redação Nexo Econômico com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

Assine nossa newsletterAs principais notícias do dia no seu e-mail.