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Trajetória de Andrei Rodrigues inclui segurança de Lula e disputas institucionais

Escolhido por Lula para comandar a Polícia Federal, Rodrigues ocupou funções de segurança e gestão antes de chegar à direção-geral.

Trajetória de Andrei Rodrigues inclui segurança de Lula e disputas institucionais
Foto: Reuters

A escolha de Andrei Rodrigues para a direção-geral da Polícia Federal ocorreu no início do terceiro governo de Luiz Inácio Lula da Silva, em 2023. O delegado havia trabalhado na coordenação da segurança do presidente e integrou a equipe responsável pela proteção de Dilma Rousseff em 2010.

Rodrigues foi afastado do cargo nesta terça-feira (8) por determinação do ministro André Mendonça. Antes de assumir o comando da corporação, construiu uma carreira em funções de gestão e segurança. Foi oficial de ligação na Espanha, coordenador-geral de Polícia Fazendária, chefe da delegacia do aeroporto de Brasília e assistente do diretor executivo durante a gestão de Luiz Fernando Corrêa no segundo governo Lula.

Segurança presidencial e grandes eventos

A atuação de Rodrigues incluiu a organização da segurança da Copa do Mundo em 2014 e dos Jogos Olímpicos e Paraolímpicos de 2016, no Rio de Janeiro. Nessas ocasiões, exerceu o cargo de secretário extraordinário de Segurança de Grandes Eventos.

Já no governo Lula, ele participou da disputa sobre qual órgão deveria proteger o presidente e a primeira-dama, Rosângela Lula da Silva, a Janja. Um decreto presidencial criou a Secretaria Extraordinária de Segurança Imediata do Presidente da República e transferiu à PF parte da proteção. Rodrigues defendeu ampliar essa atribuição, mas a segurança de Lula acabou retornando ao Gabinete de Segurança Institucional.

Atritos com outros órgãos

Durante sua gestão, a PF abriu investigações envolvendo integrantes do Exército, da Polícia Rodoviária Federal, do GSI, da Abin, do Ministério Público e da Polícia Civil do Rio de Janeiro.

As tensões com a Abin chegaram ao ápice em janeiro de 2024, quando Alessandro Moretti deixou o cargo de diretor-adjunto. O nome dele apareceu em um relatório policial sobre o suposto uso da agência, durante o governo Jair Bolsonaro, para espionar adversários políticos.

Ao apresentar Rodrigues para a função, Lula disse que era preciso reorganizar a PF e que não queria “policiais dando shows nas investigações”. Naquele período, a corporação atravessava uma crise e havia tido quatro diretores-gerais durante o governo Bolsonaro. Rodrigues era considerado internamente respeitado e comprometido com a instituição.

Texto produzido pela Redação Nexo Econômico com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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