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Política

Segunda Turma do STF mantém afastamento de diretor-geral da PF

Julgamento foi interrompido após pedido de vista de Gilmar Mendes, mas decisão cautelar continua válida.

Segunda Turma do STF mantém afastamento de diretor-geral da PF
Foto: Folhapress

A Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal formou maioria nesta terça-feira (8) para confirmar o afastamento de Andrei Rodrigues do cargo de diretor-geral da Polícia Federal. A análise foi interrompida depois que o ministro Gilmar Mendes pediu vista do processo.

André Mendonça, relator dos casos Master e do Instituto Nacional do Seguro Social, havia determinado o afastamento. Kassio Nunes Marques e Luiz Fux acompanharam o voto de Mendonça, dando à decisão apoio suficiente dentro do colegiado.

O pedido de vista tem prazo de 90 dias. Mesmo com a suspensão do julgamento, a medida cautelar continua produzindo efeitos e também mantém afastado Leandro Almada, diretor de Inteligência da Polícia Federal.

Relatório da Polícia Federal

A decisão de Mendonça está relacionada a um relatório interno da Polícia Federal usado por Alexandre de Moraes para solicitar uma investigação contra o próprio ministro. O pedido cita suspeitas de abuso de autoridade, improbidade administrativa e crime de responsabilidade.

O documento afirma que Mendonça teria atuado para direcionar investigações contra Moraes e o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), com quebra da imparcialidade judicial e favorecimento a grupos políticos.

A suspeita de abuso de autoridade surgiu depois que Mendonça tornou públicas apurações da Polícia Federal que apontaram Moraes como interlocutor de Daniel Vorcaro, dono do Banco Master. O ministro também indicou que pode levar ao plenário a discussão sobre a abertura de uma investigação formal contra Moraes.

Texto produzido pela Redação Nexo Econômico com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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