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Feedback no trabalho exige fatos, escuta e acordos claros

Especialistas explicam como transformar avaliações profissionais em planos de ação e destacam programas de estágio da JBS e da Danone.

Feedback no trabalho exige fatos, escuta e acordos claros

O feedback profissional deve ser tratado como uma avaliação do desempenho, e não como conselho, sugestão ou conversa informal. Para ser útil, precisa se basear em fatos observáveis, indicar o impacto de uma conduta e levar a um acordo claro sobre os próximos passos.

A psicóloga Andréa Krug, especialista em carreira, resume o risco de evitar esse tipo de conversa: “O custo de não conversar é maior do que o de qualquer conversa difícil que você possa ter”. Para ela, o retorno deve ajudar o profissional a decidir se deve manter a forma de trabalhar, corrigir pontos específicos ou rever sua atuação.

Como receber o retorno

Juliana Mansur, professora da Fundação Dom Cabral, afirma que muitos profissionais interpretam o feedback como um julgamento sobre quem são, em vez de uma análise do que fazem. A recomendação é ouvir o conteúdo como suporte e direcionamento para o desenvolvimento dentro da organização.

Krug orienta que o colaborador não se ofenda automaticamente com uma conversa difícil. A confiança, segundo ela, é construída no contato cotidiano com a liderança, e não apenas no momento formal da avaliação.

As empresas também podem reduzir a tensão ao manter conversas frequentes sobre o trabalho. Nesse modelo, a reunião formal deixa de ser uma surpresa e passa a organizar avaliações que já foram discutidas ao longo do tempo. Mansur defende ainda que esse encontro olhe para o futuro, considerando os objetivos de carreira do profissional e como o líder pode apoiá-lo.

Uma sequência para a conversa

Krug sugere quatro etapas para avaliações entre chefes e funcionários:

  • apresentar a situação com casos concretos e sem julgamento;
  • explicar o impacto do comportamento, como um atraso que prejudica o restante da equipe;
  • fazer um pedido que resulte em um combinado claro;
  • abrir espaço para a outra pessoa falar, porque feedback é uma troca.

A especialista diferencia uma descrição baseada em evidências de um rótulo. Informar que alguém chegou atrasado dez vezes no último mês, por exemplo, é diferente de dizer que essa pessoa está sempre atrasada e não é comprometida.

O plano definido depois da conversa deve indicar ações, não apenas intenções. “Escutar mais”, por si só, é uma intenção. Anotar durante uma conversa difícil com um colega, permanecer em silêncio naquele momento e retomar o assunto depois são ações mais concretas.

Quando não existe uma rotina de feedback, Mansur recomenda avaliar a relação com a liderança direta e pedir um horário para conversar sobre desenvolvimento. Elogios breves no dia a dia, como “bom trabalho” ou “obrigado”, também ajudam a preparar esse diálogo.

Oportunidades de estágio

A JBS abriu inscrições para seu segundo programa de estágio. São 46 vagas em 33 unidades, distribuídas em 10 estados e no Distrito Federal. A experiência dura 12 meses e contempla as áreas de agropecuária, manutenção, sistemas de gestão, garantia de qualidade e produção.

Podem participar estudantes de cursos compatíveis com as áreas oferecidas e com conclusão da graduação prevista para 2027. As inscrições vão até 18 de outubro.

A Danone também abriu candidaturas para um programa de estágio, com 30 vagas em São Paulo e nas fábricas da empresa em Poços de Caldas (MG). É necessário estar matriculado em curso de bacharelado, licenciatura ou tecnólogo, com formação prevista entre dezembro de 2027 e dezembro de 2028.

Texto produzido pela Redação Nexo Econômico com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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