SÃO PAULO — A jornalista Regina Aparecida Abrão morreu no dia 2 de outubro, aos 67 anos. Com mais de 30 anos de atuação em redações paulistas, ela construiu sua carreira no jornalismo econômico e ficou conhecida pelo rigor na apuração, pelo humor e pela capacidade de acolher colegas.
Nascida no Tucuruvi, na zona norte de São Paulo, Regina começou a trabalhar aos 15 anos. Depois, realizou o sonho de cursar jornalismo. Ao receber o diploma, em 1987, mudou-se por um período para a Itália com amigas da faculdade. O grupo viajou pelo país e viveu em Roma, mas Regina voltou ao Brasil para trabalhar nos jornais de São Paulo.
Carreira nos jornais
Ela iniciou a trajetória profissional em revistas segmentadas do setor econômico e depois chegou ao Diário Popular, que mais tarde passou a se chamar Diário de S. Paulo. No jornal, trabalhou na editoria de Interior, de 1988-1992, e na Sindical, de 1992-1997. A partir de 1997, atuou na Economia, área em que chegou ao cargo de subeditora.
Regina também era lembrada pela forma como recebia os profissionais que chegavam à Redação. Mais do que exercer a chefia, fazia questão de orientar e acolher os novatos. O interesse pelas histórias se combinava com uma rotina marcada por conversas e risadas. Ao fim do expediente, reunia amigos em bares e restaurantes da região e prolongava os encontros até a madrugada.
A irmã, Vera Lúcia Abrão, 71, psicopedagoga e consultora de gestão de RH, contou que Regina mantinha uma relação próxima com os sobrinhos e com o sobrinho-neto Diego. “Desde que meus filhos eram bebês, ela era apaixonada por eles”, disse.
Depois da aposentadoria, Regina voltou a morar na zona norte, em um prédio em frente ao da irmã, e passou a cuidar dos pais. Não se casou nem teve filhos, mas manteve uma relação próxima com a família.
Em março, viajou com a aposentada Nadia Fossa, 67, amiga de quase 50 anos, pelo circuito “Caminhos do Velho Chico”, entre Sergipe e Alagoas. A jornada durou oito dias. Nadia afirmou que Regina estava feliz com a viagem e que aquela teria sido sua despedida.
Regina deixa a irmã, os sobrinhos, o sobrinho-neto e Nadia, descrita como sua irmã da vida.



