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Vereador de Tabatinga é preso em investigação sobre certidões falsas

Tiago da Silva Ramos foi detido na operação Papel Fantasma, que cumpriu 12 mandados no Amazonas.

Vereador de Tabatinga é preso em investigação sobre certidões falsas
Foto: Divulgação/Câmara Municipal de Tabatinga

O vereador Tiago da Silva Ramos (PSDB), de Tabatinga, foi preso nesta quarta-feira (14) durante a operação Papel Fantasma, da Polícia Federal. A investigação apura a atuação de uma organização criminosa suspeita de produzir, intermediar e vender certidões de nascimento falsas no Amazonas.

A operação cumpriu 12 mandados judiciais: cinco de prisão preventiva e sete de busca e apreensão. Um dos mandados foi executado no gabinete do vereador, na Câmara Municipal de Tabatinga.

A Polícia Federal não informou qual teria sido a participação de Ramos no esquema. Em nota, a Câmara Municipal de Tabatinga afirmou que a operação investigou condutas individuais do vereador, sem relação com a gestão ou a administração da instituição.

Como funcionava o esquema

Segundo a Polícia Federal, a apuração começou depois da identificação de documentos suspeitos apresentados por pessoas que tentavam obter documentos civis brasileiros. As ordens judiciais foram expedidas pela 2ª Vara Federal Criminal da Seção Judiciária do Amazonas.

As investigações indicam que o grupo buscava interessados, coletava dados pessoais, negociava pagamentos e produzia e entregava as certidões falsificadas. A análise dos celulares apreendidos identificou indícios de negociações sobre informações pessoais, valores e maneiras de ocultar as atividades ilegais.

De acordo com a investigação, os documentos poderiam ser usados para obter outros documentos brasileiros de forma indevida e acessar irregularmente serviços e benefícios públicos.

A Polícia Federal informou que a operação pretende interromper a atuação do grupo, identificar todos os envolvidos e aprofundar a apuração com a análise do material recolhido.

Os investigados podem responder, conforme a participação de cada um, por falsificação de documento público, falsidade ideológica, uso de documento falso e organização criminosa, além de outros crimes que sejam identificados durante as investigações.

Texto produzido pela Redação Nexo Econômico com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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