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Empresário brasileiro morre sob custódia em centro migratório na Turquia

Lucas Nascimento de Medeiros aguardava deportação quando morreu após ser levado a um centro de detenção em Esmirna.

Empresário brasileiro morre sob custódia em centro migratório na Turquia
Foto: Divulgação/Valeria Medeiros

O empresário brasileiro Lucas Nascimento de Medeiros, 33, morreu sob custódia em um centro de detenção migratória na Turquia enquanto aguardava a deportação, afirma a família. Ele foi levado à unidade de Harmandalı, em Esmirna, depois de ser detido no aeroporto de Istambul.

A irmã do empresário, a advogada Isis Nascimento de Medeiros, chegou à cidade nesta quarta-feira (14), acompanhada do marido, para buscar informações e organizar o retorno do corpo ao Brasil. A família ainda não teve acesso aos laudos periciais nem aos documentos oficiais da investigação.

Versões sobre a morte

Segundo o advogado turco contratado pela família, Lucas teria chegado alterado ao aeroporto e tentado escalar uma cerca de segurança. Após ser detido, foi transferido para o centro de Harmandalı, a cerca de cinco horas de Istambul.

Na unidade, ele teria dividido uma cela com outros três detentos. Embora falasse inglês, não conseguia se comunicar com os colegas, segundo os relatos repassados aos familiares. A versão mais recente indica que Lucas teria tentado se suicidar no banheiro. Ele foi socorrido, mas morreu a caminho do hospital.

A família havia sido informada inicialmente de que o empresário teria morrido após uma briga motivada por questões religiosas. O advogado contratado posteriormente descartou essa hipótese.

Natural de Natal (RN), Lucas morava na cidade do Porto, em Portugal. Em 9 de outubro, familiares já tentavam localizá-lo e alertavam autoridades sobre a possibilidade de ele estar em surto de saúde mental. O último contato direto ocorreu em 8 de outubro, conforme boletim de ocorrência registrado pelo irmão João Marcos Nascimento de Medeiros em uma delegacia na Lapa, zona oeste de São Paulo.

Lucas havia dito que voltaria ao Brasil, mas não embarcou no voo previsto para o Aeroporto Internacional de Cumbica, em Guarulhos, em 12 de outubro.

Antes de viajar à Turquia, Isis informou ter enviado um email ao Consulado-Geral do Brasil em Istambul sobre a vulnerabilidade do irmão. Ela suspeita que ele possa ter sofrido maus-tratos ou tortura e planeja acionar entidades de direitos humanos.

A liberação do corpo enfrenta entraves burocráticos. Entre eles, está a alegação de autoridades locais de que uma mulher não poderia realizar os procedimentos formais de reconhecimento. O advogado turco tenta viabilizar o traslado com autorização de outro irmão e exames de DNA.

"Meu único medo é deixar meu irmão aqui. Ele tem que voltar ao país dele", disse Isis.

O consulado brasileiro em Istambul informou que o Ministério das Relações Exteriores tem conhecimento do caso, mantém contato com a família e presta assistência consular. A representação também disponibilizou motorista e tradutor para acompanhar os trâmites.

Texto produzido pela Redação Nexo Econômico com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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