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Religião divide critérios de eleitores para escolher candidatos

Leitores dizem considerar ética, propostas e defesa da laicidade, enquanto outros afirmam alinhar o voto aos próprios valores religiosos.

Religião divide critérios de eleitores para escolher candidatos
Foto: Bruno Santos/Folhapress

Leitores de diferentes estados divergem sobre o peso da religião na escolha de candidatos. Para parte deles, ética, qualificação, propostas e compromisso com a população devem orientar o voto. Outros afirmam que seus princípios religiosos influenciam diretamente a decisão eleitoral.

Leonardo Proença da Cruz, de Curitiba (PR), diz que os problemas sociais e econômicos do país são mais relevantes do que as questões religiosas e que avalia a ética dos candidatos. Sérgio Guimarães, de São Paulo (SP), afirma que prefere o candidato mais qualificado, mas rejeita nomes associados a grupos que defendam medidas baseadas em livros sagrados.

Laicidade e liberdade religiosa

Beatriz R. Alvares, de Campinas (SP), defende que o Estado permaneça laico e que todas as religiões sejam respeitadas. Para ela, a adoção de uma religião como orientação de governo poderia ameaçar a liberdade religiosa e interferir em outras áreas da vida. A leitora cita uma declaração de Flávio Bolsonaro sobre fazer do Brasil o país de Jesus Cristo e afirma que essa posição, sozinha, já seria suficiente para não votar nele.

Heloisa de Jesus Correia, de São Paulo (SP), também considera inadequado usar a fé como instrumento político. Ela lembra que a laicidade do Estado é garantida pela Constituição de 1988 e defende que candidatos sejam avaliados por suas propostas, sem que valores religiosos interfiram nas decisões públicas.

Ana Beatriz Miranda Feitosa da Silva, de Picos (PI), afirma que o país não deveria escolher seu chefe de governo com base em preceitos religiosos, diante da diversidade de crenças. Fernando Luiz de Morais, de Natal (RN), manifesta preocupação com a influência religiosa no Congresso e com a possibilidade de a vida ser regulada pela religião em lugar da lei.

Princípios religiosos como critério

Silvio Mendonça, de Catalão (GO), diz ser católico e não escolher candidatos apenas pela religião, mas afirma que não vota em quem defende posições contrárias a seus princípios cristãos. Anna Rachel Gontijo Mazoni, de Belo Horizonte (MG), relata que, como cristã batista, procura candidatos preocupados com pobres, estrangeiros, enfermos e excluídos.

Vivian Rufino Medeiros, de Guarulhos (SP), resume sua posição ao dizer que seus valores políticos precisam estar alinhados aos religiosos. Já Nathan Saruk Nunes, de Osasco (SP), e Lauro Pires Xavier Neto, de Bananeiras (PB), afirmam ser ateus e rejeitar candidatos que baseiem sua atuação na religião ou a usem como instrumento político.

Edmundo Alvares, de Goiânia (GO), avalia de forma positiva a fé católica e critica o uso de notícias falsas em uma disputa envolvendo Flávio Bolsonaro. As opiniões reunidas mostram diferentes formas de relacionar crença, liberdade religiosa, propostas políticas e escolha eleitoral.

Texto produzido pela Redação Nexo Econômico com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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