SÃO PAULO — A Anfavea revisou para cima as projeções de vendas e produção de veículos em 2026. A entidade agora estima crescimento de 15,2% na comercialização e de 6,7% na fabricação nacional. Em junho, as previsões eram de altas de 12,1% e 5,8%, respectivamente.
Com a atualização, a associação espera 3,099 milhões de veículos licenciados no Brasil e 2,822 milhões montados. O cálculo inclui veículos de passeio, comerciais leves, ônibus e caminhões. Igor Calvet, presidente da Anfavea, afirmou que a revisão foi motivada pelo desempenho do mercado, e não pelo cenário político.
As vendas de setembro somaram 281,4 mil unidades, o melhor resultado mensal desde dezembro de 2014. Entre janeiro e setembro de 2026, foram emplacadas 2,26 milhões de unidades, alta de 18,1% ante o mesmo período de 2025.
Do total acumulado, 350 mil veículos têm tecnologias eletrificadas. A Associação Brasileira do Veículo Elétrico informou que a soma de modelos híbridos e totalmente elétricos chegou a 1 milhão de unidades no último mês, considerando os veículos que entraram no Brasil a partir de 2012.
A produção nacional cresceu 8,7% no acumulado do ano, para 2,17 milhões de unidades. O número inclui a montagem nos regimes SKD e CKD das chinesas GWM e BYD, que recebem componentes da China e concluem os processos em fábricas brasileiras.
Pelo cálculo da Anfavea, 123 mil veículos chegaram ao Brasil desmontados ou semiprontos entre janeiro e setembro. Como as montadoras chinesas não fazem parte da associação, a entidade estimou os volumes mensais com base em estoques e emplacamentos.
Calvet chamou o avanço do modelo de “CKDização das linhas de montagem” e defendeu regras mais claras sobre conteúdo nacional. A entidade também aguarda mudanças nas taxas previstas na reforma tributária.
Nas importações, o Brasil recebeu 254,9 mil veículos da China entre janeiro e setembro, cerca de 100 mil a mais que no mesmo período de 2025. As importações totais caíram 23%.



