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Flávio Bolsonaro propõe compra de dívidas e pausa em parcelas

Candidato afirma que plano teria refinanciamento pela Caixa, juros menores e carência de seis meses para pessoas físicas.

Flávio Bolsonaro propõe compra de dívidas e pausa em parcelas
Foto: Sergio Lima/AFP

O senador e candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL) afirmou nesta quarta-feira (7) que pretende criar um programa para reduzir o endividamento da população caso seja eleito no próximo dia 25. A proposta prevê que o governo compre dívidas de brasileiros inadimplentes e as refinancie pela Caixa Econômica Federal, com prazo maior e taxas de juros menores.

O plano também incluiria crédito para que os devedores possam contratar novos financiamentos, caso queiram investir em um negócio ou abrir uma empresa. Flávio afirmou que a medida teria como objetivo permitir a retomada dessas atividades.

A proposta prevê carência de seis meses para pessoas físicas e de um ano para pessoas jurídicas. Durante esse período, as dívidas não seriam reajustadas e não haveria cobrança de parcelas. “Sua dívida vai ficar congelada”, disse o senador.

Relação com o Desenrola

O programa anunciado por Flávio segue mecanismo semelhante ao Desenrola, do governo Lula, que também estabelece períodos de carência. Na versão 2.0, o congelamento das parcelas chegou a um ano.

No Desenrola 3.0, anunciado pelo governo Lula no último dia 25, o mecanismo passou a prever a compra de carteiras de dívidas inadimplentes, bancárias ou não bancárias. O governo poderá destinar até R$ 15 bilhões para adquirir débitos de pessoas físicas.

O público-alvo do programa são famílias com dívidas em atraso de 2 a 4,5 anos. O valor original de cada débito não poderá superar R$ 10 mil.

Segundo dados do Ministério da Fazenda, a fase anterior, conhecida como Desenrola 2.0, havia renegociado R$ 25,51 bilhões em empréstimos atrasados até 13 de agosto.

O endividamento da população, a taxa de juros e o poder de compra dos brasileiros estiveram entre os temas prioritários de Flávio durante a campanha do primeiro turno.

Texto produzido pela Redação Nexo Econômico com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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