O senador e candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL) afirmou nesta quarta-feira (7) que pretende criar um programa para reduzir o endividamento da população caso seja eleito no próximo dia 25. A proposta prevê que o governo compre dívidas de brasileiros inadimplentes e as refinancie pela Caixa Econômica Federal, com prazo maior e taxas de juros menores.
O plano também incluiria crédito para que os devedores possam contratar novos financiamentos, caso queiram investir em um negócio ou abrir uma empresa. Flávio afirmou que a medida teria como objetivo permitir a retomada dessas atividades.
A proposta prevê carência de seis meses para pessoas físicas e de um ano para pessoas jurídicas. Durante esse período, as dívidas não seriam reajustadas e não haveria cobrança de parcelas. “Sua dívida vai ficar congelada”, disse o senador.
Relação com o Desenrola
O programa anunciado por Flávio segue mecanismo semelhante ao Desenrola, do governo Lula, que também estabelece períodos de carência. Na versão 2.0, o congelamento das parcelas chegou a um ano.
No Desenrola 3.0, anunciado pelo governo Lula no último dia 25, o mecanismo passou a prever a compra de carteiras de dívidas inadimplentes, bancárias ou não bancárias. O governo poderá destinar até R$ 15 bilhões para adquirir débitos de pessoas físicas.
O público-alvo do programa são famílias com dívidas em atraso de 2 a 4,5 anos. O valor original de cada débito não poderá superar R$ 10 mil.
Segundo dados do Ministério da Fazenda, a fase anterior, conhecida como Desenrola 2.0, havia renegociado R$ 25,51 bilhões em empréstimos atrasados até 13 de agosto.
O endividamento da população, a taxa de juros e o poder de compra dos brasileiros estiveram entre os temas prioritários de Flávio durante a campanha do primeiro turno.



