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Lula afirma que governo avalia limitar cartões de crédito adicionais

Presidente diz que medida é discutida com o Banco Central para conter o endividamento das famílias.

Lula afirma que governo avalia limitar cartões de crédito adicionais
Foto: Reprodução/Flow Podcast no YouTube

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou nesta quinta-feira (1º) que o governo federal discute com o Banco Central a proibição da concessão de cartões de crédito adicionais a clientes. A medida, segundo Lula, seria adotada para conter o endividamento.

A declaração foi dada em entrevista ao Flow Podcast, transmitida no mesmo horário em que ocorreria o debate na TV Globo, posteriormente cancelado.

Atualmente, o Banco Central não estabelece limite para a quantidade de cartões que um cliente pode ter. Há, porém, regras para o envio de cartões e para a ampliação dos limites. As instituições financeiras não podem enviar nem habilitar um cartão sem solicitação ou autorização expressa do titular.

Também é necessária a aprovação prévia do cliente para qualquer aumento de limite. Desde julho de 2024, essa autorização deve ser obtida a cada aumento e comunicada ao titular da conta.

Endividamento e medidas econômicas

O endividamento passou a ser um dos temas da campanha eleitoral neste ano. Às vésperas do primeiro turno, o governo lançou uma nova fase do programa Desenrola. A iniciativa prevê a destinação de até R$ 15 bilhões para a compra de carteiras de dívidas de pessoas físicas com atrasos de 2 anos a 4,5 anos nas modalidades de cartão de crédito, parcelado e rotativo, e de crédito pessoal.

A meta do programa é renegociar R$ 150 bilhões em dívidas. Na entrevista, Lula afirmou que sua equipe econômica e Gabriel Galípolo, presidente do Banco Central, sabem que será necessário mudar a forma como o crédito é concedido. “Não é possível a gente permitir que a sociedade seja endividada da forma mais irresponsável possível”, disse o presidente.

Durante o mandato, Lula também manteve críticas à taxa de juros. A Selic é questionada por aliados do presidente, que defendem a redução da taxa.

Outra medida anunciada na reta final da campanha eleitoral foi o reajuste do Bolsa Família. O benefício aumentou 15,04%, e o repasse mínimo passou de R$ 600 para R$ 691 por família.

Questionado sobre o caráter eleitoreiro do reajuste, Lula disse que o aumento foi concedido porque havia espaço fiscal e o Orçamento permitia.

Texto produzido pela Redação Nexo Econômico com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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