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Economia

Ataque altera refrigeração de 350 supermercados na França

Investigadores buscam os responsáveis por controlar geladeiras conectadas; nenhuma reivindicação ou pedido de resgate foi apresentado.

Ataque altera refrigeração de 350 supermercados na França
Foto: Lucien Libert/Reuters

Investigadores franceses procuram os responsáveis por um ataque que alterou as temperaturas de unidades de refrigeração em pelo menos 350 supermercados na França. O controle dos equipamentos provocou a perda de carnes e produtos congelados, descartados por funcionários em Paris nesta terça-feira (13).

As redes afetadas incluem Carrefour, Monoprix, Intermarché e Coopérative U. Nenhum grupo assumiu a autoria, e os investigadores também não identificaram um pedido de resgate. A ausência de uma reivindicação ou de uma exigência financeira chamou a atenção porque ataques desse tipo costumam buscar retorno econômico ou visibilidade política, segundo uma fonte com conhecimento da investigação.

A agência de segurança eletrônica da França informou que o problema atingiu refrigeradores que usavam softwares da dinamarquesa Danfoss e das empresas Copeland e Dixell. Na segunda-feira (12), a Danfoss disse que muitos equipamentos afetados haviam chegado ao fim da vida útil, não recebiam mais atualizações ou operavam com firmware desatualizado.

A empresa recomendou que os clientes mantivessem os sistemas compatíveis atualizados e migrassem equipamentos antigos para soluções da geração atual. A Copeland, proprietária da Dixell, não confirmou a informação e afirmou que sua prioridade era proteger as operações dos clientes.

Falhas conhecidas e equipamentos expostos

Em 9 de agosto, a empresa de segurança Claroty informou que vulnerabilidades, já corrigidas, no controlador Danfoss AK-SM 800A poderiam permitir que invasores contornassem a autenticação e executassem comandos nos dispositivos comprometidos.

O mecanismo usado no ataque não foi divulgado publicamente. Especialistas ouvidos na investigação disseram que os indícios apontam para uma ação facilitada pela falta de atualização dos sistemas e pela exposição de suas interfaces à internet. Ken Munro, sócio da britânica Pen Test Partners, classificou o caso como “higiene cibernética básica”.

Uma varredura realizada com o serviço Shodan identificou pelo menos 4.500 interfaces da Danfoss ainda visíveis na internet nesta terça-feira. Não foi possível determinar quantas usavam software vulnerável. A empresa francesa Onyphe afirmou que apenas uma minoria parecia operar com a versão mais recente e que sistemas desatualizados continuavam amplamente presentes entre as interfaces acessíveis ao público.

O incidente ocorreu enquanto a rede holandesa Ahold Delhaize enfrentava um problema separado de segurança digital que interrompeu seus serviços online. As autoridades holandesas afirmaram não ver conexão entre os dois eventos.

Texto produzido pela Redação Nexo Econômico com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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