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Volatilidade reduz negócios de investimento, mas ações sustentam bancos dos EUA

JPMorgan, Wells Fargo e Citigroup relataram desaceleração em setembro, enquanto operações com ações avançaram no trimestre.

Volatilidade reduz negócios de investimento, mas ações sustentam bancos dos EUA
Foto: Reuters

A volatilidade dos mercados começou a reduzir a atividade de bancos de investimento e de operações de mercado de Wall Street na segunda metade de setembro. JPMorgan Chase, Wells Fargo, Citigroup e outras instituições tiveram resultados desiguais no terceiro trimestre, após um primeiro semestre de desempenho forte.

Guerras em andamento, inflação crescente e dúvidas sobre os gastos com a expansão da infraestrutura de inteligência artificial afetaram os mercados de ações e de títulos. A onda de vendas em títulos levou os rendimentos globais a níveis não vistos desde o início do século, enquanto a instabilidade nas bolsas interrompeu operações corporativas.

O JPMorgan informou que as incertezas econômicas e a oscilação dos mercados reduziram as operações de fusões e aquisições e o volume de negociações em títulos. O Wells Fargo também registrou perda de ritmo em setembro. “Observamos [...] uma desaceleração significativa nas operações de negociação de nossos clientes [...] nas últimas semanas de setembro”, disse Mike Santomassimo, diretor financeiro do banco.

O mercado de IPOs perdeu força nas últimas semanas. Analistas avaliam que as ofertas continuam seletivas, mas não foram interrompidas, e que operações adiadas podem ser lançadas no quarto trimestre se as condições se estabilizarem.

Operações em preparação

Jeremy Barnum, diretor financeiro do JPMorgan, afirmou que a atividade de banco de investimento desacelerou, mas que o volume de operações em preparação continua elevado. Para ele, a diferença entre os valores aceitos por compradores e vendedores pode aumentar durante períodos de turbulência. Barnum também disse que tende a haver mais adiamentos do que cancelamentos.

Gonzalo Luchetti, diretor financeiro do Citigroup, relatou atividade mais fraca no banco de investimento durante o terceiro trimestre, depois dos volumes recordes registrados no primeiro semestre. Brian Mulberry, estrategista-chefe de mercado da Zacks Investment Management, afirmou que juros elevados e a possibilidade de novas altas pelo Fed afetaram negativamente as operações de mercado e o banco de investimento.

Apesar da desaceleração em parte dos negócios, as operações com ações tiveram desempenho positivo. A receita da divisão de mercados do JPMorgan cresceu 15% no terceiro trimestre, na comparação anual. Dentro dela, a receita com ações avançou 49%, com investidores ajustando suas carteiras em resposta às incertezas sobre juros globais e à alta dos preços da energia.

O Goldman Sachs superou as estimativas de lucro no período. A receita com ações aumentou, impulsionada pela volatilidade associada ao conflito no Oriente Médio, enquanto a receita de renda fixa, moedas e commodities caiu 1% na comparação anual.

Na abertura do pregão desta terça-feira (13), as ações do Wells Fargo e do Citigroup recuavam, enquanto os papéis do JPMorgan e do Goldman Sachs avançavam. Para Chris Kotowski, analista da Oppenheimer & Co., a principal preocupação é a concentração dos resultados acima das expectativas nas operações com ações e a sustentabilidade desse desempenho.

Texto produzido pela Redação Nexo Econômico com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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